Ela foi sequestrada e levada para um conto de fadas sombrio e irreal.
Mas, ao viver nele, percebeu que o conto de fadas não era nem um pouco tão bonito quanto parecia.
O príncipe era um lunático, os servos eram máquinas, e até o vento da ilha carregava uma temperatura doentia.
Ela estava desesperada para escapar daquele lugar, mas não havia saída. Não fazia ideia de onde encontrar um caminho para a salvação.
— Bebê, por que você está chorando?
Um beijo trêmulo de repente caiu sobre sua bochecha, seguido pela voz de Moreno.
Ele se agachou parcialmente à frente dela, segurando seu rosto com as duas mãos e beijando as lágrimas que ela nem percebera que haviam caído.
— Não chora, bebê. Aconteceu algo que te deixou triste? Me conta, deixa que eu resolvo por você, tá bom?
Carla fungou, seus olhos ainda mais vermelhos. Ela olhou para o rosto perfeitamente belo à sua frente. Ele tinha o semblante de um anjo, mas as atitudes dele não passavam da sombra de um demônio.
Ela não podia confiar nele.
Pois seu humor era imprevisível.
Num momento ele a chamava de bebê com preocupação e nervosismo, no segundo seguinte, por conta de algo que ela dissesse, poderia jogá-a no mar.
Ela não podia morrer.
Ela tinha que preservar sua vida e voltar para a sua terra!
Voltar para sua família e seus amigos!
— Entrou um cisco no meu olho.
Carla piscou e justificou.
— Então deixa que eu sopro para você.
Moreno aproximou-se imediatamente. Ele começou a soprar seu olho, mas a distância foi encurtando.
Ela sentiu que ele ia lamber seus olhos!
Apavorada, recuou:
— Já passou!
Aquele homem era assustador demais!
Além do mais, era totalmente o tipo de coisa que ele faria!
O pomo de adão de Moreno subiu e desceu, e um traço de desapontamento brilhou em seus olhos azuis.
O closet era imenso. Assim que entravam, sentiam a enorme vastidão, com fileiras e fileiras de armários cheios de vestidos novos.
Vestidos de todos os tipos.
Moreno pegou um vestido de princesa, cheio de babados e detalhes complexos, e colocou na frente dela:
— Bebê, você com certeza ficaria maravilhosa nisso! Veste para eu ver, por favor?
Ele perguntava, enquanto suas mãos já começavam a tirar as roupas dela.
Ele a tratava como a sua própria boneca particular, manipulando-a e exigindo dela como bem entendesse.
Carla empurrou as mãos dele:
— Eu não gosto desse tipo de vestido.
Moreno parou, perplexo:
— Por quê? É um vestido tão lindo.
— É bonito sim, mas eu não gosto. Se eu não gosto, não gosto, não tem um porquê.
Carla devolveu as palavras dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...