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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 585

Ela foi sequestrada e levada para um conto de fadas sombrio e irreal.

Mas, ao viver nele, percebeu que o conto de fadas não era nem um pouco tão bonito quanto parecia.

O príncipe era um lunático, os servos eram máquinas, e até o vento da ilha carregava uma temperatura doentia.

Ela estava desesperada para escapar daquele lugar, mas não havia saída. Não fazia ideia de onde encontrar um caminho para a salvação.

— Bebê, por que você está chorando?

Um beijo trêmulo de repente caiu sobre sua bochecha, seguido pela voz de Moreno.

Ele se agachou parcialmente à frente dela, segurando seu rosto com as duas mãos e beijando as lágrimas que ela nem percebera que haviam caído.

— Não chora, bebê. Aconteceu algo que te deixou triste? Me conta, deixa que eu resolvo por você, tá bom?

Carla fungou, seus olhos ainda mais vermelhos. Ela olhou para o rosto perfeitamente belo à sua frente. Ele tinha o semblante de um anjo, mas as atitudes dele não passavam da sombra de um demônio.

Ela não podia confiar nele.

Pois seu humor era imprevisível.

Num momento ele a chamava de bebê com preocupação e nervosismo, no segundo seguinte, por conta de algo que ela dissesse, poderia jogá-a no mar.

Ela não podia morrer.

Ela tinha que preservar sua vida e voltar para a sua terra!

Voltar para sua família e seus amigos!

— Entrou um cisco no meu olho.

Carla piscou e justificou.

— Então deixa que eu sopro para você.

Moreno aproximou-se imediatamente. Ele começou a soprar seu olho, mas a distância foi encurtando.

Ela sentiu que ele ia lamber seus olhos!

Apavorada, recuou:

— Já passou!

Aquele homem era assustador demais!

Além do mais, era totalmente o tipo de coisa que ele faria!

O pomo de adão de Moreno subiu e desceu, e um traço de desapontamento brilhou em seus olhos azuis.

O closet era imenso. Assim que entravam, sentiam a enorme vastidão, com fileiras e fileiras de armários cheios de vestidos novos.

Vestidos de todos os tipos.

Moreno pegou um vestido de princesa, cheio de babados e detalhes complexos, e colocou na frente dela:

— Bebê, você com certeza ficaria maravilhosa nisso! Veste para eu ver, por favor?

Ele perguntava, enquanto suas mãos já começavam a tirar as roupas dela.

Ele a tratava como a sua própria boneca particular, manipulando-a e exigindo dela como bem entendesse.

Carla empurrou as mãos dele:

— Eu não gosto desse tipo de vestido.

Moreno parou, perplexo:

— Por quê? É um vestido tão lindo.

— É bonito sim, mas eu não gosto. Se eu não gosto, não gosto, não tem um porquê.

Carla devolveu as palavras dele.

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