Contudo, ele sempre fora um homem insaciável. Como um beijo tão superficial poderia ser suficiente?
Sua reação foi rápida. Ele segurou a nuca dela e tomou seus lábios em um beijo profundo.
Mirela não soube o que dizer.
Suas mãos já estavam nos ombros dele, prontas para empurrá-lo, mas ao sentir a respiração trêmula do homem, seus dedos hesitaram e ela acabou desistindo da ideia.
Deixa para lá.
Se um beijo podia impedi-lo de pensar bobagens, não era o fim do mundo.
O beijo foi urgente e febril, como se Leonardo nunca pudesse ter o bastante.
Porém, o tempo era escasso e não permitia que ele continuasse.
Ele a soltou, passando o polegar pela umidade nos lábios dela, e disse com a voz embargada:
— Eu vou ficar bem, não se preocupe.
Mesmo que ela não tivesse dito uma única palavra, ele conseguiu sentir a preocupação dela.
Ele estava, de fato, obcecado por isso. Era a única forma de testar se ainda havia algum espaço para ele no coração dela.
Desde que houvesse, mesmo que fosse apenas um pouquinho, ele já estaria satisfeito.
O helicóptero pousou na beira da floresta. Havia uma pequena cidade nas proximidades, que contava com um modesto posto de saúde.
Mirela insistiu em levá-lo ao posto, e Leonardo não tentou mais contrariá-la.
Felizmente, ainda tinham um pouco de tempo.
Ao chegarem ao posto de saúde, o médico mediu a temperatura de Leonardo e, logo em seguida, perguntou:
— Você se machucou? Tire a blusa para eu dar uma olhada.
Ao ouvir isso, Mirela olhou imediatamente para ele, com as belas sobrancelhas franzidas.
Leonardo tossiu algumas vezes e argumentou:
— Não estou machucado. Foi apenas um resfriado que evoluiu para uma febre.
O médico, contudo, foi inflexível:
— Tire a blusa.
Leonardo ficou em silêncio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...