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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 614

Em uma floresta tão escura, Oliver ainda assim conseguiu acertar o alvo a uma distância considerável.

Mirela arregalou os olhos, incrédula!

Ela prendeu a respiração para conter a emoção.

Oliver disparou mais duas vezes, mas dessa vez o oponente estava prevenido, e nenhum gemido foi ouvido.

— Vamos.

Ele murmurou para ela, avançando rapidamente para abrir o caminho.

Mirela não hesitou e apressou-se a segui-lo.

O ambiente estava muito escuro. Devido à perseguição implacável logo atrás, parecia que ela não conseguia mais ouvir os insetos. Ela sequer se importava se os galhos arranhariam sua pele; apenas corria de cabeça baixa.

A floresta era imensa e a folhagem tão entrelaçada que era difícil se orientar.

Oliver a guiou cada vez mais para o fundo, e a respiração pesada soava em seus ouvidos.

Depois de caminhar por não se sabe quanto tempo, Oliver finalmente parou. Ele analisou o ambiente e disse suavemente:

— Vamos descansar um pouco aqui. Eu vou montar algumas armadilhas simples.

Mirela acenou com a cabeça:

— Tudo bem.

Ela pegou sua garrafa de água para dar um gole e tentou acalmar sua respiração e seus batimentos cardíacos acelerados. Mas, de repente, ela sentiu como se estivesse sendo observada.

Em uma floresta tão escura e quieta, a sensação de estar sendo vigiada era ainda mais intensa!

Mirela olhou em volta imediatamente, com o coração na boca!

Alguém os havia alcançado!

Tinham-na encontrado!

Ela apertou a arma na mão e começou a suar frio de tanto nervosismo.

Cerca de dez segundos depois, a sensação de estar sendo observada sumiu abruptamente.

Mas Mirela não relaxou a guarda.

A pessoa nas sombras não a matou imediatamente, fosse qual fosse o motivo.

Será que aquela pessoa não era aliada de Débora?

Será que os homens de Leonardo a encontraram?

A expressão de Oliver tornou-se mais grave, e ele sugeriu:

— Então é melhor não ficarmos parados aqui. Vamos entrar ainda mais fundo. Os caras continuam no nosso encalço. Temos que aguentar até o amanhecer, pois a luz vai nos ajudar a lidar com eles.

— Sim.

Mirela concordou, e com as pernas ainda doloridas, seguiu os passos de Oliver.

Era preciso admitir que Oliver realmente tinha experiência de sobrevivência na selva. Ele se guiava pelo estado dos galhos e a direção das plantas. Com poucas moitas espinhosas pelo caminho, a caminhada não era tão exaustiva.

Mais tarde, Mirela já mal sentia as próprias pernas, movendo-se pura e simplesmente pela força de vontade.

Não podia parar.

Se ela parasse e a alcançassem, estaria morta.

O tempo passou lentamente, e a escuridão sobre a floresta pareceu ceder um pouco. A luz pálida da manhã começava a se infiltrar pelas frestas dos galhos.

Mirela olhou para cima e sentiu uma pontada de vertigem.

Oliver parou mais uma vez e informou:

— Tem um rio logo à frente, muito largo. Não sei o que pode ter dentro da água, então não podemos atravessá-lo agora. Vamos achar um lugar aqui perto para descansar um pouco.

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