Marcos se encolheu nos braços de Teresa:
— Não! Não quero injeção, dói, dói...
Teresa o abraçou e disse, com voz mansa:
— Não precisa ter medo. Esse estímulo da dona Eulália não dói nadinha. O Marcos não disse que era um homem feito? Homens feitos não têm medo de dor, não é?
— É verdade? — Marcos ainda estava receoso. Ele olhou para aquelas agulhinhas finas e não conseguia reunir coragem.
Leonardo, do lado deles, interveio:
— Se você se comportar e deixar a dona Eulália te examinar, eu te compro um cachorrinho robô para brincar.
Marcos virou a cabeça para ele:
— Um cachorrinho robô?
— Sim, é muito divertido.
Marcos olhou para Eulália, cerrou as mãozinhas em punhos, fechou os olhos com força e disse:
— Pode começar!
— Pff...
Eulália não se conteve e caiu na risada diante da expressão de quem ia para o sacrifício. Ela estendeu a mão para bagunçar o cabelo do menino e disse:
— Como você consegue ser tão fofo? Fique tranquilo, não dói absolutamente nada. Meu tratamento é igual a mágica, se não acredita, pode testar.
Então, de surpresa, ela aplicou a terapia de microestímulo em um ponto específico na perna de Marcos.
Depois de um tempinho sem sentir nada, Marcos abriu os olhos, confuso:
— Ué, não doeu!
Eulália ajustou o microestímulo com um sorriso nos lábios:
— Eu não sou incrível?
— A dona Eulália é incrível!
Marcos de fato não sentiu dor e perdeu o medo. Pelo contrário, começou a observar os movimentos dela.
Eulália estimulou vários outros pontos nervosos nas pernas dele, verificando um por um. Em seguida, recolheu todo o material e anunciou:
— Prontinho, já acabou.
Marcos abriu um sorriso:
— Não doeu mesmo!
— Dona Teresa, não se desespere ainda. Vou acompanhá-lo por alguns dias, manter a terapia de estímulos por um tempo para ver como ele reage. Além disso, faremos um check-up completo. Preciso analisar o quadro real como um todo antes de dar um diagnóstico final.
— Está bem, está bem...
Teresa assentiu, mas seu coração continuava partido.
— Mãe.
A voz grave de Leonardo soou:
— Ele ainda é muito novo e não entende suas emoções. Tente não demonstrar tanto desespero na frente dele, isso pode afetá-lo.
A criança não entendia o mundo ainda. Se Teresa continuasse olhando para ele com pena, aos poucos ele começaria a se sentir inferior e triste.
— Eu sei, eu entendi. — Teresa balançou a cabeça várias vezes e levantou-se para ir ao seu quarto. Ela precisava de um tempo para digerir tudo aquilo.
Eulália franziu o cenho e perguntou:
— Aquela criança de quem vocês falaram antes, que foi envenenada pela própria mãe... é ele?
— Sim. — Leonardo assentiu.
Eulália respirou fundo:
— Que tipo de pessoa cruel faz isso? Isso destruiu a vida dele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...