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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 709

Marcos se encolheu nos braços de Teresa:

— Não! Não quero injeção, dói, dói...

Teresa o abraçou e disse, com voz mansa:

— Não precisa ter medo. Esse estímulo da dona Eulália não dói nadinha. O Marcos não disse que era um homem feito? Homens feitos não têm medo de dor, não é?

— É verdade? — Marcos ainda estava receoso. Ele olhou para aquelas agulhinhas finas e não conseguia reunir coragem.

Leonardo, do lado deles, interveio:

— Se você se comportar e deixar a dona Eulália te examinar, eu te compro um cachorrinho robô para brincar.

Marcos virou a cabeça para ele:

— Um cachorrinho robô?

— Sim, é muito divertido.

Marcos olhou para Eulália, cerrou as mãozinhas em punhos, fechou os olhos com força e disse:

— Pode começar!

— Pff...

Eulália não se conteve e caiu na risada diante da expressão de quem ia para o sacrifício. Ela estendeu a mão para bagunçar o cabelo do menino e disse:

— Como você consegue ser tão fofo? Fique tranquilo, não dói absolutamente nada. Meu tratamento é igual a mágica, se não acredita, pode testar.

Então, de surpresa, ela aplicou a terapia de microestímulo em um ponto específico na perna de Marcos.

Depois de um tempinho sem sentir nada, Marcos abriu os olhos, confuso:

— Ué, não doeu!

Eulália ajustou o microestímulo com um sorriso nos lábios:

— Eu não sou incrível?

— A dona Eulália é incrível!

Marcos de fato não sentiu dor e perdeu o medo. Pelo contrário, começou a observar os movimentos dela.

Eulália estimulou vários outros pontos nervosos nas pernas dele, verificando um por um. Em seguida, recolheu todo o material e anunciou:

— Prontinho, já acabou.

Marcos abriu um sorriso:

— Não doeu mesmo!

— Dona Teresa, não se desespere ainda. Vou acompanhá-lo por alguns dias, manter a terapia de estímulos por um tempo para ver como ele reage. Além disso, faremos um check-up completo. Preciso analisar o quadro real como um todo antes de dar um diagnóstico final.

— Está bem, está bem...

Teresa assentiu, mas seu coração continuava partido.

— Mãe.

A voz grave de Leonardo soou:

— Ele ainda é muito novo e não entende suas emoções. Tente não demonstrar tanto desespero na frente dele, isso pode afetá-lo.

A criança não entendia o mundo ainda. Se Teresa continuasse olhando para ele com pena, aos poucos ele começaria a se sentir inferior e triste.

— Eu sei, eu entendi. — Teresa balançou a cabeça várias vezes e levantou-se para ir ao seu quarto. Ela precisava de um tempo para digerir tudo aquilo.

Eulália franziu o cenho e perguntou:

— Aquela criança de quem vocês falaram antes, que foi envenenada pela própria mãe... é ele?

— Sim. — Leonardo assentiu.

Eulália respirou fundo:

— Que tipo de pessoa cruel faz isso? Isso destruiu a vida dele.

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