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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 767

— Mirela, muito obrigada. — Brenda sorriu para ela, mostrando-se imensamente grata.

Mirela segurou o celular e digitou:

— Certo, agora volte logo. Nós também precisamos embarcar.

Brenda abraçou Mirela e disse logo depois:

— Vou sentir muita, muita saudade da avó.

Mirela sorriu, e um brilho suave tomou conta de seus olhos.

O ônibus de viagem chegou ao destino após quatro horas de estrada. O carro que as buscou parou em frente a um casarão antigo. O mordomo responsável por cuidar da propriedade as viu e exclamou com alegria:

— Dona Patricia, a senhora voltou! Senhora Mirela, que bom vê-la também.

Mirela acenou com a cabeça para o velho mordomo e articulou, palavra por palavra:

— Seu... Leôncio.

Ao ver isso, o velho mordomo Leôncio ficou surpreso e perguntou às pressas:

— O que aconteceu com a Senhora Mirela?

Patricia explicou:

— Foi um acidente, mas ela já está se recuperando.

O rosto de Leôncio demonstrou uma mistura de nervosismo e preocupação:

— Foi muito grave? O médico deu previsão de quando ela vai melhorar? Como é que uma menina como você não toma mais cuidado?

Leôncio continuou a murmurar preocupado, como se fosse um membro da família, enquanto pegava as malas e as acompanhava para dentro.

Patricia brincou:

— Deixe de enrolação. Fiquei tanto tempo fora e você ainda não perdeu essa mania de falar pelos cotovelos?

Leôncio riu alegremente e rebateu:

— A senhora ficou muito tempo fora, eu já estava quase sufocando sem ninguém para conversar. Eu ia todo dia incomodar os vizinhos, eles já não aguentavam mais olhar para a minha cara. Eu estava contando os dias para a senhora voltar.

Patricia: "..."

— Que ótimo. Podemos dizer que virou uma herança de família. Eu sabia que vocês chegariam hoje, então preparei uma mesa cheia de pratos deliciosos, só as coisas que a senhora gosta.

Ao entrarem na sala de estar, Leôncio começou a se movimentar de um lado para o outro, trazendo pantufas e ajudando Patricia a tirar o casaco.

Leôncio sempre esteve por ali cuidando da propriedade. Seus netos já estavam crescidos e construíram suas próprias vidas, mas ele nunca teve a intenção de ir embora.

Patricia, por sua vez, já havia se acostumado com a presença dele. Ter alguém com quem bater papo todos os dias era bom.

No pátio, erguia-se uma velha pitangueira. Naquela época do ano, as folhas mais antigas começavam a cair, forrando a terra com um tapete de tons terrosos.

Olhando da sala de estar para fora, a paisagem transmitia uma sutil sensação de melancolia e desolação.

Foi então que Leôncio tirou algumas pitangas frescas da geladeira e as ofereceu a Mirela:

— Senhora Mirela, prove isso. São os frutos desta temporada. Eu fiz um pouco de licor de pitanga e guardei uma parte, só esperando a senhora vir para experimentar.

Mirela abriu um sorriso:

— Obri... gada.

Ela pegou uma pitanga e deu uma mordida. No segundo seguinte, seu pequeno rosto se contorceu em uma careta.

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