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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 773

A luz no quarto do porão era fraca. Adilson, com as mãos trêmulas, leu cada um dos e-mails trocados, um por um.

Ele cerrou os dentes com força, recusando-se a acreditar que Leonardo, em quem sempre confiara, o havia traído daquela maneira.

Mas as provas estavam bem ali, dando-lhe um tapa na cara cruel e direto.

Ele fechou os olhos, tomado pela dor, pensando em Carla aprisionada por aquele desgraçado, enquanto Leonardo já sabia de tudo. Será que ele não temia que Mirela descobrisse a verdade?

Ou será que ele tinha tanta certeza de que sua aliança com Moreno seria inquebrável?

Ah... Como o coração humano era imprevisível.

(...)

Moreno tomou outro banho e trocou de roupa, lavando completamente o cheiro de sangue do corpo, antes de retornar ao quarto.

Carla dormia profundamente naquele momento. Ela estava deitada de lado, com as pernas abraçando o cobertor e as costas nuas e macias à mostra.

Moreno se aproximou e beijou delicadamente os ombros dela. Seus olhos azuis revelavam uma obsessão e um amor impossíveis de disfarçar.

Ele a abraçou, inalando o cheiro dela com quase ganância, e sussurrou:

— Bebê, eu te amo.

Quando Carla acordou novamente, estava nos braços de Moreno. O corpo grande dele quase a cobria por completo, e ela servia de almofada para ele.

Suas sobrancelhas se juntaram na mesma hora. Ela se virou de imediato para sair do abraço dele.

No entanto, antes mesmo que conseguisse descer da cama, sentiu o corpo dele colar nas suas costas novamente. Moreno apoiou o queixo no ombro dela e passou o braço pela sua cintura.

— Bebê, por que não dormiu mais um pouquinho?

Ele claramente ainda estava com sono, e a sua voz era extremamente doce e manhosa.

Carla afastou os dedos dele um a um e disse friamente:

— Não estou mais com sono.

Mas Moreno a abraçou de novo, beijando o pescoço dela e pedindo:

— Bebê, você está preocupada comigo, não é? Você quer que eu descanse bem, não é mesmo?

Carla franziu as sobrancelhas ainda mais. Esse homem com certeza era doente. Ele não conseguia ver a impaciência estampada na cara dela?

Ela trocou de roupa e saiu apressada do quarto, sem querer olhar para o rosto dele nem mais um segundo.

O céu já começava a escurecer, e ao longe ouvia-se vagamente o som das ondas do mar quebrando na costa. Carla caminhava pelos jardins do castelo, seguida de perto por duas empregadas inexpressivas.

Elas estavam ali para monitorar cada passo dela.

Mesmo respirando o ar puro, ela ainda não se sentia livre. Ela era como um pássaro de asas cortadas, trancafiada em uma gaiola luxuosa, sem perspectivas de futuro.

— Ah...

Carla soltou um suspiro pesado e, logo em seguida, avistou um segurança saindo apressado de não muito longe, carregando algo nas mãos.

Intrigada, ela andou naquela direção, mas antes de dar muitos passos, as empregadas atrás dela correram para bloqueá-la.

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