— Quinton...
Mirela arregalou os olhos, paralisada de horror. Abraçando Quinton, sentiu um líquido quente e viscoso escorrer por suas mãos.
Era o sangue de Quinton!
Quinton sentia uma dor indescritível, o peso de seu corpo sustentado quase que inteiramente por Mirela, sua respiração estava ofegante e pesada.
Mirela cerrou os dentes e o encostou suavemente no chão ao lado. Ela então se virou friamente para o mercenário que acabara de acordar e disparou, pondo um fim definitivo à vida dele sem qualquer hesitação.
Em seguida, ela se voltou para Quinton, a urgência estampada no rosto, e perguntou em voz alta:
— Você... está... bem?
Ela pegou o celular e usou a luz enfraquecida da tela para examinar o ferimento nas costas dele. A faca havia sido cravada bem ao lado de sua espinha. A blusa escura de gola alta escondia o tamanho do sangramento, mas bastou encostar a mão para que ela sentisse o tecido empapado de sangue.
A voz de Quinton saiu trêmula e embargada pela dor excruciante:
— Bom... essa também é a minha primeira vez passando por isso... Mas eu tenho que dizer... tomar uma facada dói muito.
O fato de ele conseguir fazer uma piada num momento como aquele rasgou o peito de Mirela com uma dor lancinante.
Ela forçou as palavras a saírem:
— Não podemos... continuar... aqui. Temos... que fugir logo.
Quanto mais desesperada ficava, mais as amarras de sua fala se soltavam, embora a voz ainda soasse terrivelmente ríspida e arranhada.
Quinton abriu um sorriso cansado, os olhos fixos nela:
— Você já consegue se comunicar normalmente. Pelo visto, o ferimento valeu a pena.
Mirela: ...
Ela respirou fundo, não respondendo nada, mas segurou o braço dele, erguendo-o com todas as forças para arrastá-lo dali.
Quinton cerrou os dentes, ignorando a agonia infernal que dominava seu corpo e forçou-se a acompanhá-la. O cheiro de sangue fresco empesteava o ar por onde passavam.
Mirela mordeu os lábios, arrastando o peso dele à força. Eles não podiam ficar ali. Enquanto continuassem se movendo, havia esperança de encontrarem uma saída.
Quinton não conseguia se conter e continuou:
— Mas... eu sinto tanta inveja do Leonardo. Não importa o quanto vocês dois briguem... ele só precisa mostrar fraqueza, se machucar... e você o olha com toda essa ternura e preocupação... você sente pena dele...
— Pare de falar... — Mirela o repreendeu. — Guarde a sua força. Vamos sair juntos.
A voz de Mirela saiu mais firme do que antes. Em uma emergência crítica como aquela, romance era a menor das prioridades.
A única coisa que importava agora era sobreviver!
Quinton olhou para o pequeno rosto dela, sujo e obscurecido pelas sombras, mas esculpido em determinação implacável. Ele sorriu aliviado, sentindo uma paz estranha:
— Mirela, você vai ficar bem.
Ao terminar a frase, ele a empurrou para longe e deixou seu próprio corpo colapsar no chão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...