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Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade romance Capítulo 858

Do outro lado do oceano.

O tempo voltou ao dia em que Carla descobriu o porão e ouviu um fraco pedido de socorro.

Ela foi deixada inconsciente pelo guarda-costas e, quando acordou, descobriu que estava trancada no quarto.

Ela correu até a porta, batendo nela desesperadamente:

— Alguém! Me deixem sair, eu quero sair!

Ela não tinha ouvido errado, tinha certeza de que não tinha ouvido errado!

Havia alguém no porão a chamando!

Com certeza era o amigo dela que tinha vindo procurá-la!

Enquanto Carla estava inconsciente, em seus sonhos a mesma voz incrivelmente fraca ecoava repetidamente.

Ela estava extremamente agitada e furiosa. Seu amigo veio procurá-la e acabou sendo preso por Moreno.

Ele era um animal, um canalha, um monstro!

Como pôde ele fazer isso?

A sequestrou e ainda prendeu o amigo dela!

Ela o odiava!

Carla bateu na porta com toda a sua força, mas até que as palmas de suas mãos ficassem vermelhas e dormentes, a porta não se abriu e ninguém veio perguntar o que havia acontecido.

Exausta, Carla escorregou e caiu sentada no tapete.

Suas mãos agarraram o vestido com força, e seus olhos estavam cheios de raiva e ódio.

Depois de descansar um pouco, ela recuperou as energias e, dessa vez, foi até a varanda.

Aquele era o quinto andar do castelo. Olhando para baixo, a altura era vertiginosa. O gramado lá embaixo estava perfeitamente aparado, e o jardim não muito distante era requintado e belo.

Ela agarrou as cortinas de repente e as puxou com força.

Ninguém poderia impedi-la de descer e procurá-lo!

Ela amarrou as cortinas umas nas outras, atou uma das pontas à grade da varanda, respirou fundo e pulou, agarrando-se firme ao tecido enquanto começava a descer.

— Meu Deus!

Os criados lá embaixo arregalaram os olhos em choque ao ver a cena!

— Quem o Moreno prendeu? Quem é? Me digam!

Ela gritou, debatendo-se violentamente, tentando ir novamente para o porão.

Mas os criados a seguravam com força, impedindo-a de se soltar.

Ela foi arrastada de volta para um quarto, só que desta vez era um quarto sem varanda. Pouco tempo depois, ela ouviu o barulho de uma furadeira vindo do lado de fora.

Parecia que estavam soldando alguma coisa.

E logo ela soube: a varanda do seu antigo quarto havia sido lacrada, e, mais do que isso, grades de ferro foram instaladas na janela do quarto onde estava. Ela estava trancada numa jaula.

Canalha!

Canalha!!

Carla estava furiosa, mas também profundamente impotente. Ela ficou sentada no tapete, olhando atordoada enquanto o dia escurecia gradualmente, até que um criado trouxe o jantar.

Com a voz rouca, ela disse:

— Quero ver Moreno.

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