— Mãe!
A expressão de Quinton obscureceu. Ele raramente se zangava, mas, quando acontecia, o seu comportamento se tornava assustador:
— É melhor não dizer coisas desse tipo de novo. Sugiro que decida se vai aceitar a presença dela ou se mudar do Jardim de Pedra para não precisar ver nada. Afinal, a qualquer momento ela poderá realmente ficar comigo.
Com aquelas palavras, os olhos da Sra. Carvalho e de Denise se arregalaram em total descrença.
A Sra. Carvalho até vacilou, quase perdendo o equilíbrio:
— Você... O que você disse?
Quinton levantou-se e continuou:
— O processo de alta já está concluído. Vou voltar para o meu apartamento, não precisam me seguir.
Ele virou as costas e saiu imediatamente do quarto.
A Sra. Carvalho sentiu o mundo girar e só não caiu ao chão porque Denise a amparou.
— Denise, eu não ouvi mal, não é? O seu irmão disse que quer ficar com a Mirela?
A expressão de Denise estava paralisada, mas ela logo trincou os dentes de fúria:
— Sim, foi isso mesmo que o meu irmão disse. Pelo jeito, ele está determinado a ficar com a Mirela!
— Não! Como isso é possível? Essa mulher é um desastre! Ela arruinou a própria família e deixou a Família Vasconcelos completamente desestruturada. Ela não vai destruir a nossa casa! — O olhar da Sra. Carvalho começou a se encher de hostilidade implacável. — Eu jamais permitirei que ela faça parte da nossa família!
Denise a encarou, relutante:
— Mãe, não faça loucuras. Se o meu irmão descobrir, ele nunca irá te perdoar.
Mas a Sra. Carvalho retrucou:
— Eu não ligo. Não posso deixar isso acontecer. Denise, você a quer na nossa família?
Denise balançou a cabeça:
Com o rosto subitamente sério, ela exigiu uma resposta:
— Para onde você está me levando?
O homem no volante não respondeu e apenas pisou mais fundo no acelerador.
A preocupação de Mirela só aumentou. Ele continuava em silêncio, apenas avançando numa estrada em que o tráfego se tornava escasso. A intenção dele era encontrar um lugar deserto e se livrar dela?
Os capangas enviados por Débora eram implacáveis, vindo uns atrás dos outros, não dando a ela um segundo sequer de paz.
Com o carro ganhando velocidade, Mirela olhou de novo para a janela. Ela não podia continuar esperando. Quanto mais tempo deixasse passar, maiores as chances de dar tudo errado, o que seria catastrófico.
Os olhos dela brilharam com uma frieza cortante, o rosto assumiu uma dureza severa e ela sacou o canivete, disposta a agir por antecipação. Porém, no segundo seguinte, o motorista puxou a máscara para baixo, revelando um rosto extremamente familiar.
Completamente estarrecida, ela arregalou os olhos, congelando a mão que empunhava a arma no meio do ar.
— É você...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...