— Irmão, o que... o que você fez? Por que a mamãe passou mal de novo?
Quinton olhou para ela, as lentes dos seus óculos escondiam qualquer reação em seu olhar., e perguntou confuso:
— Por que você está tão pálida?
— Eu... — Denise desviou o olhar instintivamente e respondeu: — Fiquei assustada porque a mamãe passou mal.
— É mesmo?
O olhar de Quinton tornou-se ainda mais investigativo.
— Não é porque fez algo de que se arrepende?
Denise olhou para ele bruscamente, franzindo a testa:
— Irmão, o que está querendo dizer? Seja direto. Fico muito magoada com as suas desconfianças. Eu sou sua própria irmã, como pode me tratar assim?
— Parece que realmente fez algo de errado. — O tom de Quinton ficou um pouco mais frio. — Senão, não estaria falando tanto.
— Você... — Denise arregalou os olhos, em choque.
— Deixe-me adivinhar o que você fez. — O olhar de Quinton congelou de vez. — Você não estava no hospital com a mamãe, será que foi tentar machucar a Mirela?
Ele se aproximou passo a passo, a expressão no rosto era amigável, mas Denise sentiu uma onda de frio a envolver e recuou instintivamente.
Ela balançou a cabeça, negando:
— Eu não fiz isso...
No entanto, Quinton já estava convicto de que ela havia feito algo contra Mirela.
— Denise, eu não te avisei para ficar longe dela? Você entrou por um ouvido e saiu pelo outro?
Denise segurou suas emoções, recusando-se obstinadamente a admitir.
— Eu não fiz! Com todos vocês se importando tanto com ela, como eu teria coragem?
Ela riu amargamente e completou:
— Se o meu próprio irmão me trata assim, eu realmente sinto muita inveja dela.
Quinton franziu a testa. Será que ela não havia feito nada mesmo?
Quinton já não era o irmão da sua memória, aquele que a protegeria e lhe cederia as coisas.
Os dez anos que ele passou no exterior o transformou completamente. Denise mal conseguia reconhecê-lo, pois ele parecia um completo estranho.
...
Mirela não hesitou; após o jantar, desceu as escadas com sua mala. Ela já a havia feito antes, e quando aceitou ficar não chegou a desfazê-la, o que facilitou as coisas agora.
Eulália segurou sua mão com uma expressão de pena:
— Mirela, você vai me abandonar assim?
Mirela a olhou com indulgência:
— Nós ainda vamos nos ver todos os dias, não é?
— Mas não é a mesma coisa... — Eulália reclamou. — Por que os olhos dele ainda não melhoraram? Quando ele ficar bem, poderei ir ficar com você.
— Então você precisa se esforçar mais. — Mirela deu um abraço nela. — Eu vou indo. Amanhã, vá à minha casa, vou cozinhar para você.
— Está bem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...