O quê?
Alguém tinha pago para vendê-la?
Florinda arregalou os olhos, apavorada.
Vendo o velho se aproximar, Florinda sentiu um calafrio de inquietação e recuou alguns passos, tentando manter uma distância segura.
"Quem foi que me vendeu pra você?"
O velho parou e olhou para ela com um sorriso lascivo. "Quem foi não importa, o importante é: como vamos nos divertir esta noite."
O coração de Florinda disparou, tomada de medo, xingando o velho pervertido em silêncio.
Ela observou o velho se aproximando passo a passo, engoliu em seco, e continuou recuando até encostar numa mesa.
"Fique parado aí!" A voz de Florinda tremia. "Sabe quem eu sou? Tem coragem de chegar perto? Se você ousar encostar um dedo em mim hoje, eu não vou te perdoar!"
O velho parecia nem ouvir e continuou avançando.
"Não quero nem saber quem você é. Me disseram pra não ter dó. Vou ganhar um dinheiro, ainda posso aproveitar uma gata... melhor impossível..."
Assim que terminou de falar, o velho não aguentou mais esperar e avançou direto sobre Florinda.
"Ah!"
Nesse instante, Florinda avistou uma xícara em cima da mesa. Aquela era sua única defesa.
Ela respirou fundo, agarrou a xícara e, no momento que o velho pulou em sua direção, quebrou-a com força na cabeça dele.
A xícara estilhaçou, os cacos voaram, e o velho gritou de dor, caindo de cócoras no chão e segurando a cabeça.
"Ai, que dor, minha nossa, tá doendo muito!"
Florinda se assustou, não esperava que seu golpe fosse tão eficaz.
Florinda caminhou rápido, com a raiva queimando em seu peito, pronta para acertar as contas com Ana.
Naquele momento, o bar estava um caos de barulho, e o palco central era cercado por uma multidão, gritos e aplausos por todos os lados. Florinda ainda não sabia o que estava acontecendo.
Quando se aproximou, viu que era sua melhor amiga, Ana, que estava no centro do palco, dentro de uma gaiola, esperando para ser leiloada.
Ao redor, vários homens gritavam seus lances.
Ana usava apenas um biquíni minúsculo, cobrindo o essencial e deixando quase todo o resto à mostra.
Florinda ficou paralisada por um momento, depois seus olhos se encheram de fúria.
Ótimo! Enquanto ela quase era atacada por aquele velho nojento, Ana estava ali se exibindo!
Furiosa, Florinda marchou para tirar satisfação com Ana, mas Ana a viu primeiro.
Ana, de dentro da gaiola, gritou em voz alta: "Florinda, Florinda, me ajuda, me tira daqui, por favor!"

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai!