O mestre artesão ajustou seus óculos de leitura, pegou a pulseira e a examinou atentamente, dizendo com calma:
"Moça, até dá para consertar essa pulseira, mas é um trabalho que exige um certo esforço. Passar o fio pelas contas não é difícil, o problema é que algumas delas estão lascadas. Vou precisar polir e restaurar com muita precisão para que fique exatamente como era antes."
Jessica perguntou:
"E quanto tempo isso vai levar?"
O mestre colocou a pulseira de lado e respondeu tranquilamente:
"No mínimo, meio dia de trabalho."
"Meio dia? Tudo isso?"
Jessica franziu a testa, achando o tempo exagerado. Com tanto tempo assim, era bem provável que David já tivesse voltado ao escritório e, com certeza, notaria que a pulseira havia sumido.
Raquel sugeriu:
"Se não der, a gente pode comprar uma igualzinha, não acha?"
"Será que funciona?"
Raquel arqueou uma sobrancelha:
"Por que não? Essas pulseiras são todas iguais, o Sr. Martins nunca vai perceber. A gente faz uma troca sutil e pronto."
Jessica pensou por um momento e então assentiu:
"Está bem, senhor, por favor, tente consertar o mais rápido possível."
Ela se voltou para Raquel:
"Vamos procurar uma pulseira igual agora, tem que ser antes do David voltar."
......
Mal sabiam elas que, naquele exato momento, David estava no escritório procurando a pulseira.
Ele lembrava claramente de tê-la deixado sobre a mesa. Como poderia ter desaparecido assim, do nada?
Seus longos dedos vasculharam a superfície da mesa repetidas vezes, abriu e fechou as gavetas com força, mas a pulseira continuava desaparecida.
Depois de procurar em vão, David, já impaciente, chamou Vicente para entrar, sua voz cortante como gelo:
"Você viu aquela pulseira que costumo deixar aqui?"
Vicente fingiu ignorância:
"Diretor, que pulseira?"
O rosto de David ficou ainda mais frio:
"Aquela pulseira vermelha. Não tente se fazer de bobo."
Vicente balançou a cabeça como um chocalho:
"Não vi, não..."

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