Já que era assim, então morrer talvez fosse melhor.
O que os olhos não veem, o coração não sente.
Dona Martins, tomada por uma decisão dura, resolveu pular no lago.
Tristan a observava, passo a passo, caminhando em direção à margem, o rostinho cheio de preocupação, pensando: será que a vovó má vai mesmo pular no lago?
Apesar de não gostar da vovó má, ele também não queria vê-la realmente se jogando no lago para acabar com a própria vida.
O pequeno hesitou por um tempo, então correu até Dona Martins e lhe estendeu um lenço de papel.
Dona Martins estava imersa na tristeza, mas ao ver a mãozinha à sua frente, parou de andar, virou-se para Tristan e perguntou: "O que você está fazendo?"
Tristan respondeu com a voz suave e infantil: "Pra você se enxugar, vovó. Não chora mais, por favor."
O chamado inesperado e inocente da criança tirou Dona Martins de seus pensamentos sombrios. Ela ficou surpresa, abaixou a cabeça, e as lágrimas em seus olhos se tornaram ainda mais abundantes, sem que conseguisse contê-las.
O bondoso Tristan não entendia por que a vovó má chorava ainda mais, e franziu a testa, frustrado.
Será que ela ainda queria mesmo pular no lago?
"Se você tá triste, pode continuar chorando, mas não fica aqui não, mamãe falou que a beira do lago é perigosa." Ele aconselhou com toda seriedade em seu tom infantil.
Ao ouvir isso, Dona Martins sentiu o coração se aquecer.
Ela estava tão triste e ninguém se importava, mas no fim, apenas uma criança demonstrava preocupação por ela.
Dona Martins soluçou por um tempo, aos poucos se acalmando. Enxugou o rosto com a mão, pegou o lenço que Tristan lhe entregou e, com a voz embargada, disse: "Obrigada, você é um bom menino. Pode voltar para casa, vovó só quer ficar sozinha um pouco."
Se fosse para morrer, que morresse, mas não queria assustar a criança.

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