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CEO Fabiano, Você Foi Chutado para Fora do Jogo! romance Capítulo 216

Ivone sentiu que, no instante em que ficou de frente para Fabiano, o corpo inteiro dela parecia estar sendo torrado por um fogo invisível.

O homem mordia o cigarro. Depois que ele tinha voltado do exército, o cabelo dele tinha crescido um pouco, já não estava tão raspado, mas os traços dele continuavam duros e marcantes.

— Não vai me chamar de irmão mais velho? — Ele perguntou.

Ela fez questão de ignorar a pergunta e ergueu a mão, mostrando o que carregava:

— Eu quero brincar com essas estrelinhas de fogo.

Fabiano abaixou o olhar para a estrelinha de fogo que ela estendia e soltou um som irônico:

— Já tem idade para isso não.

A boca dele reclamou, mas, na prática, ele tirou o cigarro dos lábios e aproximou a ponta acesa da estrelinha. Com um chiado, a estrelinha ganhou vida em faíscas.

Ela levantou os olhos e, através daquele rastro de luz, encarou o olhar frio e profundo do homem.

Os pensamentos leves e secretos da garota pareciam ter subido todos para o cantinho dos olhos e para a curva das sobrancelhas. Ela sorriu de leve, mas, sem saber por quê, Fabiano de repente pareceu irritado, esmagou o cigarro e virou as costas para ir embora.

O braço dela foi tocado por alguém e a lembrança se desfez, como se tivesse sido rasgada.

Ivone virou o rosto e viu Cássio estendendo o celular para ela:

[Você quer soltar fogo de artifício?]

Ivone balançou a cabeça. Ela apontou para outra direção e falou, com a voz calma:

— Eu quero soltar balão de luz.

Cássio acompanhou a direção que ela indicou com o dedo. Do outro lado da praia havia uma barraca montada, e, ao lado, algumas pessoas acendiam balões de ar quente e escreviam neles mensagens de desejo, saudade, coisas que queriam dizer para alguém.

Os balões, murchos no começo, iam se enchendo aos poucos quando a chama era acesa. Um casal segurava com cuidado a base de um deles e, em seguida, o balão subia devagar para o céu.

Cada vez mais gente caminhava naquela direção e o céu se enchia de pontos de luz, um balão atrás do outro.

Ivone parou diante da barraca e escolheu quatro balões. Antes que ela pudesse pagar, Cássio já tinha tirado a carteira do bolso e entregado três notas para o dono da barraca.

Ela ia dizer alguma coisa, mas Cássio enfiou a mão no bolso e tirou um isqueiro totalmente preto. Ele apontou com o queixo para um canto mais afastado, onde quase não tinha ninguém.

Ele queria dizer para eles irem para lá. Ivone concordou com a cabeça e, antes de sair dali, pediu emprestada uma caneta preta de ponta grossa para o dono da barraca.

Ivone sorriu de leve:

— Obrigada, Cássio.

Depois de soltarem os três primeiros balões, Ivone pegou o último. Aquele ainda não tinha nada escrito.

Ela segurou firme a caneta e falou, sem saber se estava explicando para Cássio ou só falando sozinha:

— Eu já tive um filho. Pena que o nosso laço de mãe e filho foi curto demais. Antes que eu conseguisse trazer ele ao mundo, ele já tinha ido embora. Eu quero soltar mias um balão para ele, para ver se, lá em cima, ele consegue receber.

De repente, uma mão de dedos longos e bem definidos segurou a mão dela, que ainda apertava a caneta.

Ela levantou o olhar e viu o rosto de Cássio, o olhar profundo e a testa levemente franzida. Em seguida, Cássio soltou a mão dela e começou a digitar rápido na tela do celular.

[Não solta.]

Ivone franziu a testa, sem entender:

— Por quê?

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