Um Maybach parou em frente ao hospital. O motorista desceu e estava prestes a abrir a porta de trás quando ela se abriu por dentro.
Davi saiu do carro.
Ele usava máscara preta e boné preto. O hospital estava cheio de gente, com pacientes e familiares circulando por todos os lados. Ele não queria ser reconhecido. Se algum paparazzo o flagrasse ali, em meia hora surgiriam fofocas de todo tipo.
Depois de descer, Davi lançou um olhar rápido ao redor. Era uma manhã tranquila, com um fluxo constante de pessoas entrando e saindo do prédio principal do hospital.
Ninguém ali imaginaria que, sob aquela aparência de normalidade, os seguranças de Fabiano estavam espalhados pelo térreo, controlando discretamente todo o hospital.
Antes, Davi tinha traçado um plano para tirar Ivone dali e já estava pronto para agir. Quem poderia imaginar que Cofrinho ainda estivesse vivo?
E, além disso, o estado do menino não era bom. Em breve, ele passaria pelo transplante de medula. Ivone jamais iria embora justamente naquele momento.
Davi fingia não ver os homens de Fabiano, o que, no fim das contas, também era uma forma de reconhecer que aqueles seguranças estavam ali para proteger Ivone e a criança.
— Sr. Davi, a Maia agora não consegue mais falar nada. — Um dos seguranças caminhava ao lado dele, fazendo o relatório.
Davi soltou um breve "hum". No dia anterior, depois que Ivone saiu do quarto, Maia começou a xingá-la com uma crueldade desmedida. Davi mandou alguém dar um "remédio" para Maia, destruindo de vez as cordas vocais dela.
A situação em que Maia tinha acabado era totalmente culpa dela. Era o que ela tinha plantado. O fato de ele não ter mandado matá-la já podia ser considerado um ato de misericórdia.
Ao chegar à porta do quarto de Ivone, Davi percebeu que não havia ninguém de guarda ali. Imaginou na hora o motivo. Quando empurrou a porta e olhou lá para dentro, Ivone não estava.
Ele pegou o celular e ligou para Bendinho. Só então soube que Ivone tinha ido ver Cofrinho.
Na UTI, no quarto de isolamento.
— Eu pego você no colo e dou o leite, pode ser? — Ivone perguntou bem baixinho, com cuidado, enquanto segurava a mamadeira e avaliava o estado do filho.
Cofrinho largou o bico sem reclamar. A cabecinha tombou para o lado, perdendo a força. O coração de Ivone gelou. Ela foi rápida e amparou a cabeça dele com a mão. Mal conseguiu soltar o ar dos pulmões, sentiu as lágrimas escaparem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: CEO Fabiano, Você Foi Chutado para Fora do Jogo!
Finalizado como? Nenhuma história fechou: cofrinho nao fez a cirurgia, os pais da Ivone vivos, nao se chegou a essa parte...
ta ficando muito enrolada a historia...