Ao ouvir essas palavras, o sorriso nos lábios de Alicia congelou. "O quê?" Ela ouviu errado?
"Você não disse que gosta do café da manhã fornecido pela minha empresa? A partir de agora, você não precisa mais se preocupar com a comida. Em vez disso, pode comê-la todos os dias. Pode sair do seu trabalho hoje. A partir de amanhã, estará trabalhando na minha empresa!"
O tom de Frederick era inconfundível. Mantendo-a embaixo do seu nariz, ele gostaria de ver quem mais ousaria se aproveitar dela!
Quanto mais Frederick pensava sobre isso, mais achava que era uma boa ideia.
Ele não acreditava que Jeremy teria a coragem de ir atrás dela e tirá-la da sua empresa.
Levantando-se, Alicia puxou seu braço relutantemente e balançou a cabeça. "Amor..."
Esse assunto já não havia sido resolvido? Por que ele ainda estava acertando contas nesse momento? Ela amava sua atual empresa, seu ambiente de trabalho e seus colegas. Ela não queria mudar isso!
"Não há espaço para negociação nisto. Eu estou no comando deste assunto!"
Antes que ela pudesse pensar em uma desculpa, ela foi recusada. Ela instantaneamente fez biquinho em desgosto. "Eu não vou! Não! Não!"
Ele era muito dominador! Ele não se importava com a opinião dela.
Expressando fortemente sua vontade, Alicia se sentiu emocionada e um pouco irritada. Quando o olhar frio e severo de Frederick caiu sobre ela, ela retribuiu com um olhar feroz.
"Eu sou uma tradutora russa! Sua empresa não tem esse tipo de trabalho. Mesmo que tivesse, não haveria falta de tradutores..."
Ele estava claramente tentando limitar a liberdade dela sob falsos pretextos. Ela não queria trabalhar na porcaria da empresa dele!
"A partir de amanhã, minha empresa estará precisando de tradutores. Se você quer ser uma tradutora russa, então eu criarei um departamento russo para você. Amanhã, você se relatará ao Departamento de Assuntos Internacionais da minha empresa."
O negócio estrangeiro de Frederick era focado principalmente em países europeus. Eles tinham negócios com países asiáticos, mas eram limitados. O ramo russo da empresa dele não estava na Cidade de Casterwich.
Apertando os lábios, Alicia sentiu como se estivesse perdendo a paciência em breve. "Amor..."
"Fazer charme não vai funcionar comigo! Você tem que fazer o que eu digo."
Levantando a perna, Alicia deu um chute na sua direção. "Eu não vou! Meu salário, bônus e prêmios semestrais são muito altos! Se eu sair, vou perder minha posição."
"Você pode receber quanto quiser. Eu não vou te prejudicar."
Sem palavras, Alicia parecia uma bola desinflada.
Jogando as mãos para cima, ela desabafou, "Mas, eu gosto do meu trabalho agora! Eu não quero sair. Eu não quero mudar. Eu não quero mudar. Eu vou evitar ele quando ver, ok? Eu não vou! Não!"
Porque ela deveria ser forçada a mudar de emprego se não quisesse?
Foi tão difícil para ela encontrar um emprego que gostasse e uma empresa onde não sofria bullying. Não foi fácil para ela sobreviver por tanto tempo.
"Se eu não te ver amanhã, eu mesmo cuidarei desse assunto. Não me culpa se eu for duro! Eu não serei responsável por quaisquer acidentes. Caso encerrado. Você não tem margem de negociação nisso!"
A atitude de Frederick era dura. Alicia não podia fazer nada além de ranger os dentes. É possível que ele assumisse a sua empresa, para não mencionar forçá-la a demitir-se. Se ela se recusasse a demitir-se, provavelmente seria demitida no dia seguinte.
Embora estivesse irada, eles não estavam na mesma liga. Frederick era uma figura bem conhecida e influente na cidade de Casterwich.
Ao vê-la com os olhos embacados de irritação, ele amoleceu um pouco, "Ally, eu..."
Ele estava preocupado com ela!
Antes que ele pudesse terminar a frase, Alicia levantou a coberta e caminhou em direção ao banheiro, batendo a porta com um estrondo. Ela estava fervendo de raiva.
Frederick, que estava assistindo da cama, não pôde deixar de franzir os lábios. Alicia!
Ela era tão ingrata. Muitas pessoas se amontoavam para entrar em sua empresa. Alguns até mesmo recorriam a conexões para entrar pela porta dos fundos. Esta foi a primeira vez que ele foi tão gentil com alguém. Como ela ousa não apreciar isso?
Quando Alicia perdeu a paciência, a multidão ao redor dela se dispersou em desordem. Só então Miriam percebeu que Alicia parecia incomum e abatida naquele momento.
"Alicia, você está de mau humor?" Alicia realmente não sabia?
Logo então, a voz de um homem de repente veio de fora da porta, "Srta. Blanchard, suas flores. Por favor, assine para recebê-las."
Olhando para cima, Miriam correu até ele primeiro. "Deixe-me receber!"
"Você é a Srta. Blanchard? As flores só podem ser recebidas por ela!"
"Oh? Eu não posso assinar por ela?" Foi a primeira vez que Miriam ouviu falar de tal regra. Ela virou a cabeça e gritou, "Alicia, são rosas vermelhas hoje! Que buquê grande! Eu não posso assinar por você!"
Rosas vermelhas?
Nesse momento, Alicia saiu, sentindo algo diferente. Depois de assinar e pegar as flores, ela viu o pequeno cartão em cima.
"Querida, seja boa e se divirta!"
Quando ela olhou para a caligrafia, ela soube de quem eram as flores.
Ela não pôde deixar de amaldiçoar, "Feliz, uma ova!"
Ele até pediu para ela ser boa? Ele que se mande!
Puxando o cartão, Alicia o amassou e jogou no lixo. Assumindo que ela ia jogar as flores fora novamente, Miriam estendeu a mão por instinto. No entanto, Alicia virou-se abruptamente.
"Você não pode ficar com esse buquê!"
Fazendo beicinho e voltando para seu assento, Alicia pegou uma rosa vermelha e começou a arrancar as pétalas. "Estou chateada! Estou chateada! Vá para o inferno!"

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