Dizia-se que a distância fazia a saudade aumentar. Apesar de os dois trocarem apenas poucas mensagens e não conversarem muito nas ligações, o sentimento ambíguo de saudade era melhor do que se ficassem colados um ao outro o tempo inteiro. A viagem de negócios de Frederick fez com que eles estivessem distantes um do outro, mas aproximou seus corações.
Como Alicia podia ir para casa e fazer companhia para mãe depois do trabalho todos os dias, era como se tivesse voltado ao passado, quando ainda era solteira. A mulher passava o dia ocupada com o trabalho, vivendo uma vida simples, porém feliz.
Um dia, a empresa em que ela trabalhava distribuiu alguns produtos grátis aos funcionários. Eram bens de uso doméstico, como óleo de cozinha e detergente. Alicia os levou de volta para a casa da mãe.
"Por que você voltou pra cá de novo?", perguntou a sra. Blanchard. Ela sentiu um aperto no peito quando viu Alicia chegar com uma mala.
"Caramba, mãe, não sou sua filha biológica? Você me odeia tanto assim?", respondeu Alicia.
Ela viu que a mãe estava olhando para a mala, sorriu e se explicou.
"Não, não fugi de casa. Achei que tivesse te contado já... Frederick tá em Washington fazendo uma viagem de negócios. Não tenho nada pra fazer sozinha em casa, então vim te fazer acompanhia. Acho que ele tá lidando com uns problemas complicados e vai ter que ficar mais do que esperado. Você sabe, Washington fica bem longe daqui, e não é fácil ir pra lá."
Enquanto tirava as coisas da mala, ela disse: "A empresa deu isso aos funcionários hoje. Um colega que mora ali perto viu que seria inconveniente pra mim levar isso pra casa. Aí, ele me emprestou uma mala. Participei de um evento e ganhei uma garrafa de óleo de cozinha a mais..."
"Por mais que eu tenha saudade, você vai me fazer chorar se vier aqui todos os dias." A sra. Blanchard ajudou a filha a arrumar o cabelo e a guardar as coisas.

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