Embora ele não soubesse o motivo exato, Frederick entendeu que tudo o que aconteceu com ela antes foi culpa dele. De repente, o homem sentiu pena dela e decidiu que a protegeria.
Não importava o quanto fosse sincero com a mulher em seus braços, havia uma coisa da qual ele tinha certeza absoluta: Alicia era sua mulher! Ninguém além dele podia tocá-la.
Ela estava confusa.
O que ele acabou de dizer não fez sentido para ela.
Mesmo depois que o banquete terminou, Alicia continuou sem entender.
Quando ela voltou ao quarto e terminou de tomar banho, notou que tinha um grande problema. Seu pé estava tão dolorido que não era mais possível senti-lo.
"Seu pé está muito inchado. Por que você não me contou? Quer ficar aleijada?", perguntou Frederick.
Vendo o tornozelo vermelho e inchado da esposa, a expressão dele se tornou sombria, e ele pegou a pomada. O homem estava um pouco irritado, mas ainda foi extremamente cuidadoso para levantar a perna dela. Apesar da dor, ela engoliu a raiva que sentiu no começo.
De repente, Alicia pensou em como parecia que ele se importava com ela!
"Ai! Que dor..."
"Não se mexa. A pomada só vai funcionar se você me deixar passá-la", insistiu Frederick. Vendo-o segurar o pézinho delicado dela com suas mãos grandes e quentes, a mulher ficou pensando em como jamais achou que ele faria algo do tipo por ela.
Porém, aí, ela sentiu uma dor aguda que a fez inspirar com força.
"Que frescura. Só dói um pouquinho", disse Frederick.
Desta vez, Alicia não ficou irritada, apenas respondeu em um tom triste: "Não sou fresca!"
"Então é melhor você ser obediente e ir descansar cedo." Ele enfim parecia mais calmo.
Frederick levantou-se e foi lavar as mãos. Quando ele voltou ao quarto, viu que ela ainda estava sentada na cama, sonhando acordada.
"O que foi?", perguntou ele.
"Nada!", respondeu a mulher. Ela balançou a cabeça, virou-se e deitou na cama.
Na verdade, Alicia estava pensativa sobre certas coisas. Ela não conseguia entender o motivo de ele ter ficado bravo e ter jogado o ravióli no chão de repente após comê-lo, ou por que Hallie agiu daquela maneira. Essas coisas a incomodavam. Ela queria perguntar, mas não tinha coragem.
Alicia não tinha certeza se o casamento iria a algum lugar, se Frederick daria um bom marido, ou se os dois tinham um futuro juntos. Na verdade, ela achava que não.
A razão pela qual ela escolheu permanecer em silêncio não foi porque achou que teria sorte e tudo daria certo; foi porque ela precisava continuar casada para os pais terem paz de espírito. No momento, os dois tinham o mesmo objetivo!
Portanto, ela tomou uma decisão. Mesmo que ele fosse injusto, a mulher suportaria tudo.
Frederick viu como ela estava agindo e rangeu os dentes, irritado.
Entretanto, Alicia não ligou. Ela se cobriu, encontrou uma posição confortável e lhe deu um sorriso bobo.
No final, Frederick não reclamou. Ele graciosamente levantou a coberta e foi dormir.
Certos hábitos eram realmente terríveis. Ele odiava ter outras pessoas se mexendo ou fazendo barulho ao lado dele quando ele estava dormindo. No entanto, se a mulher estava longe, o homem achava mais difícil pegar no sono.
Ele se aproximou dela e a abraçou. "Você vai cumprir sua promessa agora ou vai deixar para outra hora?"
Alicia olhou para ele e não respondeu por um momento. "Oi...?"
"Você vai cumprir sua promessa, né?", murmurou Frederick.
A pergunta dele após fazer esse gesto íntimo fez com que Alicia corasse na mesma hora. "E-eu vou cumprir minha promessa!"

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