Alicia sentiu que teve tanto azar hoje que não conseguia nem descrever em palavras. Ao pensar nisso, ela ficou deprimida de novo, enxugou as lágrimas e soluçou como uma criança.
"Deu tudo errado. Perdi minha carteira e meu celular, aí um homem foi grosso comigo e espirrou água em mim com o carro. Minhas roupas e minha bolsa estão completamente arruinadas...", murmurou ela.
Ao pensar nisso, Alicia ficou com tanta raiva que não conseguia parar de chorar. Gaguejando, ela contou toda a história ao marido.
Frederick ouviu tudo e achou engraçado. Ela era bastante feminina!
Por que estava chorando por uma coisa dessas?
Ele tirou o copo da mão dela e colocou-o em outro lugar. Depois, abraçou-a e disse: "Não tem problema. Nada disso importa desde que você esteja bem”.
"Mas, mas... Meu celular, minha carteira de identidade, meu dinheiro... Eu tinha tanto dinheiro na carteira! Tinha acabado de receber 2.000 dólares como bônus...!", reclamou ela, pois não havia tido tempo para depositá-lo na conta nem gastá-lo!
A mulher pensou que teria que bloquear os cartões, conseguir outros, refazer a carteira de identidade e o cartão de ônibus. Sempre que pensava no trabalho que teria, ficava tão angustiada que o peito doía. Ela ajudou tanto a mãe mais cedo, porém foi tudo em vão.
O homem pensava que, antes, ela só estivesse assustada e se sentindo injustiçada, mas então estava preocupada com o dinheiro.
Frederick revirou os olhos e deu um peteleco na testa dela. "Então você só está preocupada com o dinheiro?"
Ela estava chorando assim só por causa de 2.000 dólares?
"Para de chorar. Vou mandar alguém te ajudar a pegar um celular novo e a solicitar uma nova carteira de identidade. Vou até te dar dinheiro para te confortar. Quantos anos você tem, para chorar assim por uma quantia tão pequena?", perguntou ele.
"Ué, isso me deixa triste! Devo chamar a polícia? Devo fazer um boletim de ocorrência por ter sido roubada? Como pude ter tanto azar? Eu tinha um cartão com 20.000 dólares na conta, além de um vale-presente de..."
Ela levantou os dedos enquanto contava e voltou a chorar. "Pelo menos três mil dólares! Caramba, como posso ser tão azarada?"
Esse tanto de dinheiro era suficiente para pagar uma semana das despesas médicas do pai. Isso era terrível! Quanto mais lhe faltasse dinheiro, maiores seriam seus problemas.
'Que mulher mesquinha. Ela ama dinheiro tanto assim?', perguntou-se. Como ela poderia se importar a esse ponto com tão pouco?
Frederick deu outro peteleco na testa dela.
"Bom, vou te mandar um celular novo depois. Quanto aos seus cartões-presente, não se preocupe tanto com isso. Quanto aos cartões de banco, você pode resolver o problema transferindo o dinheiro para outra conta. Se não tiver uma, deixe pra lá. Vamos conseguir um cartão novo e outra conta. Vou depositar nela o dobro do valor que você perdeu. Que tal? Pare de chorar, você fica feia", disse ele.
Frederick se virou e começou a fazer uma ligação. Alicia murmurou: "Não é a mesma coisa..."
Ele estava disposto a lhe restituir o dinheiro perdido, mas ela se sentiria mais endividada com o marido, porque o dinheiro não era dela.
A outra opção era simplesmente ignorar a perda e tratar isso como uma lição caríssima. Todavia, pensar nos cartões de crédito e nos cartões-presente a deixava angustiada. Felizmente, ela tinha excluído aplicativos como o da Amazon de seu celular, senão teria ainda mais preocupações!
Alicia juntou as mãos, como se estivesse rezando, e ficou em silêncio.
Frederick se virou e viu como ela estava séria, o que o fez balançar a cabeça.
Ele disse: "Vou consertar isso para você em um minuto".
"Tão rápido assim?", perguntou ela.
A mulher abriu os olhos, chocada, e ficou pensando: "Mas é uma noite do fim de semana. Como ele vai substituir meu cartão tão rápido?"
"Não se preocupe, antes de você ir dormir, vou ter conseguido tudo de volta para você. Ninguém vai usar seu dinheiro, pode ficar tranquila", disse ele.
"Ok!" Alicia estava muito feliz agora e assentiu. Embora ele não tivesse dito muito, ela acreditava nele, ainda que não entendesse muito bem o porquê.
"Atchim!" Ela espirrou.
"O que foi? Ficou resfriada? Por que saiu do banheiro de cabelo molhado?" Frederick ficou preocupado porque percebeu que os cabelos dela ainda estavam úmidos enquanto os escovava. Ele se virou e entrou no banheiro, depois voltou trazendo um secador de cabelo.
"Tá tudo bem... E-eu faço isso sozinha!"

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