Alicia o empurrou até a sala de jantar, para a cadeira dele. Em seguida, encheu os pratos dos dois com macarrão e as tigelas com a sopa. Ela temia que, se ele se levantasse e fosse à cozinha, veria o que estava dentro da lata de lixo.
A mulher havia preparado um jantar farto, com asas de frango, salada, purê de batata e sopa de cogumelo. Eram pratos caseiros com uma ótima combinação de cor, aroma e gosto, e pareciam deveras apetitosos.
Vendo que ela não parava de sorrir, Frederick também ficou bem feliz. Ele disse: "Vamos comer, então".
O homem pegou uma asa de frango e colocou no prato da esposa. "Você deveria comer mais, depois que perdeu tanto peso."
"Marido, você deveria comer mais também. Quero que experimente toda a minha comida!"
Alicia também pegou uma asa de frango para ele e avisou: "Você não pode falar que tá ruim, heim!"
As asas de frango tinham sido um pouco caras, e ela não estava acostumada a comer tanta carne à noite. Portanto, comprou apenas as seis que estavam no prato. Se ele não desse uma à esposa, ela nem as comeria.
Frederick riu, visivelmente encantado com as palavras dela.
Assim que ela tocou o garfo, pensou em algo e foi até a cozinha pegar guardanapos e uma uma toalha úmida. Em seguida, cuidadosamente comeu a asinha de frango.
De repente, Frederick disse: "Está uma delícia. Gostei!”
Alicia riu.
No fim, a mulher deu um sorriso sincero. Após comê-la, ela ficou com medo de que Frederick fosse reclamar mais, por isso comeu um pouco de macarrão que estava debaixo de sua salada. Foi só depois que tomou a sopa e comeu as batatas. Todavia, ainda deu a maior parte do bacon que tinha na comida para o marido. Ele parecia gostar, pois pegou e colocou na boca de imediato.
Embora os dois não estivessem conversando, estavam bastante satisfeitos com a comida.
Quando estavam quase terminando, Frederick percebeu que ela não havia tocado na asa de frango. Assim, ele empurrou o prato na direção dela e perguntou: "Por que você está comendo tão pouco?"
Alicia empurrou-o de volta na mesma hora.
Ela explicou com pressa: "É porque cozinhei pra você, marido! Você precisa comer mais e ficar mais musculoso. E se as pessoas pararem de te admirar? Não vão pensar mal de mim também? Come, senão vamos ter que jogar fora, porque não dá pra guardar pra amanhã. Come a carne, que vou comer a salada. É o certo pra um homem que quer continuar forte e pra uma mulher que quer continuar bonita. Além disso, vai te ajudar a não se cansar de noite! Vai..."
Alicia pegou as últimas asas de frango e as colocou no prato do marido. Em seguida, comeu os tomates e a alface que restaram. No final, parecia que ela havia preparado comida suficiente para os dois.
Tirando a sopa e o purê de batatas, não sobrou mais nada.
Quando ele lembrou que ela já desmaiou de fome antes, por querer perder peso, não quis forçá-la. Frederick disse: "Tudo bem se você não quiser comer muita carne, mas precisa pelo menos ficar satisfeita. Você não pode mais passar fome."
Se as outras pessoas soubessem disso, pensariam que ele era um marido abusivo.
"Claro! Já tô satisfeita. Olha como minha barriga tá inchada!", argumentou ela.
A mulher endireitou a postura e tomou um pouco de distância. Dava para ver a barriguinha saliente dela por baixo das roupas. Em seguida, Frederick olhou para os peitos dela.
"É verdade, mas você ainda pode ficar um pouquinho... maior. Continue se esforçando", disse ele.
Ao ver para onde ele estava olhando, Alicia corou e cobriu o decote com as mãos. Em seguida disse: "Pra onde você tá olhando, marido? Seu safado. Não posso nem falar com você direito!"
Como ele ousava insinuar que ela tinha peitos pequenos? Os dela eram claramente grandes o suficiente!
Quando era criança, Alicia quase não podia dançar por causa do fato de que seus peitos se desenvolveram rápido demais. Sempre que dançava, tinha que amarrá-los com faixas para escondê-los, além de ter que ser mais magras que as outras garotas também.
Era estranho. A maioria das dançarinas não tinha peitos grandes. Muitas vezes, ela passava horas com os peitos enfaixados, mas isso nunca afetou o desenvolvimento deles. Quando dançar se tornou apenas um hobby para ela no futuro, a mulher não se importou mais com isso.

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