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CEO Não Seduza Demais: Sua Ex-Esposa Tem Habilidades Ocultas romance Capítulo 57

Íris, perturbada pelo encontro com Ângelo e sua família, teve seu passeio estragado. Após deixar o shopping com Nanda, ela decidiu voltar para casa.

No dia seguinte, Íris acordou cedo. Vestindo roupas pretas e com o cabelo preso, ela comprou um buquê de margaridas brancas em uma floricultura e dirigiu até o cemitério.

Era o terceiro de março, o aniversário da morte de seus pais.

Nos quatro anos desde que eles pularam do prédio, Íris nunca visitou seus túmulos.

Muitos criticavam ela, acusando ela de renegar a família Monteiro para agradar à família Dellamonica, que era uma pessoa ingrata.

No entanto, apenas Íris sabia o quão profundos eram seus sentimentos pela família Monteiro.

Ela estava com raiva deles por não terem sido corajosos o suficiente, por serem fracos demais, por terem ido embora de forma tão estúpida e determinada, deixando ela sozinha no mundo!

E ela não foi visitar ao túmulo de seus pais por tantos anos porque não ousava encarar isso, não ousava aceitar esse fato.

Mas agora, com os dois pequenos em seu ventre, ela sentia coragem para enfrentar tudo!

Após a visita ao túmulo de seus pais, Íris planejava deixar a Cidade M.

Dessa vez, ela não sabia quando voltaria.

Entretanto, ao chegar ao cemitério, Íris ficou confusa.

Ao lado da sepultura, havia uma fileira de buquês frescos e requintados, aparentemente de alto custo.

Porém, desde que sua família sofreu um acidente quatro anos trás, muitas pessoas, inclusive parentes, tinham evitado de propósito se dar bem com a família Monteiro, sendo impossível que alguém visitasse ao túmulo de seus pais.

Então quem poderia ter enviado aquelas flores?

Com essas dúvidas em mente, Íris terminou de homenagear seus pais e estava prestes a sair.

Naquele momento, um pingente de âmbar chamou a atenção dela. Sem entender, ela o pegou com cuidado.

O delicado pingente tinha letras esculpidos, ela achava esse pingente muito familiar, mas não conseguia lembrar onde o tinha visto antes.

Colocando o pingente no bolso próximo ao corpo, Íris estava prestes a sair quando percebeu um homem se aproximando dela furtivamente.

Íris havia acabado de voltar para o carro quando o homem se aproximou correndo e bloqueou a frente do carro com os braços abertos.

Roberto?

O homem se aproximava, disse com um sorriso emocionado:

- Íris, minha querida sobrinha, finalmente te encontrei! Eu estava morrendo de saudades!

- Não recebi. - Íris se lembrou de algo de repente e perguntou. - Você enviou as flores para o túmulo dos meus pais?

Roberto ficou confuso por um momento, depois rapidamente adotou uma expressão astuta e disse:

- Claro, sua mãe adorava coisas lindas como flores quando ela estava viva. Hoje é seu aniversário de morte, então como irmão, comprei para ela!

Íris solto um sorriso frio, quase certa de que seu tio mão de vaca não enviou aquelas flores caras. O pingente também não devia ter caído dele.

Apesar disso, considerando que ele era o irmão de sua mãe, Íris não queria ser muito rígida.

- Se você realmente precisar de dinheiro, depois de o escritório de advocacia ser transferido para meu nome em alguns dias, posso arranjar um emprego para você. - Sugeriu Íris.

Depois de dizer isso, ela não se importou se Roberto concordava ou não, apenas levantou a janela do carro e saiu na poeira.

Roberto engasgou com a fumaça do escapamento, xingando e encarando o carro que se afastava.

- Uma mulher rejeitada se fazendo de importante! - Murmurou Roberto. Apesar dos insultos, ele refletia:

“Mas a família Dellamonica é tão rica, eles não seriam mesquinhos a ponto de não dar nada a ela, certo?”

Roberto tocou o queixo e uma nova ideia se formou em sua mente.

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