Ceo Vadia nas alturas Capítulo 35

sprite

– Você parece que exala trabalho. – Coloquei minha bolsa em cima da cama.

Matthew está na janela olhando a paisagem. Tirei meu casaco, a casa está bem quentinha.

– A culpa não é minha de querer trabalhar tanto. – Ele me olha e dá de ombros. – Viu que não falei nada. As pessoas que vem atrás de mim.

– Por que você é muito bom no que faz? – Debochei.

Matthew veio até mim em passos lentos. Continuei ali parada, olhando ele se aproximando. Seu olhar é desafiador ao mesmo tempo acolhedor, por alguns segundos me pego lembrando do que senti com ele mais cedo quando estávamos em nossa cama. Não é coisa da minha cabeça, mas ainda não consigo colocar em palavras. Matthew colocou suas mãos fortes em minha cintura e me puxou contra seu corpo. Apoiei minhas mãos em seu peito. Matthew abaixou seu rosto indo em direção ao meu ouvido.

– Você sabe que sou, minha Aria. – As duas últimas palavras foram mais longas.

Senti minhas pernas fraquejarem e não queria está tão entregue assim. Tão sua. Me afastei um pouco para poder olhar o seu rosto e eu sorri como se nada tivesse acontecido.

– Quero ver ser bom em desviar de trabalho. – Brinquei, mas logo suspirei. – Me promete? Promete que não vai tentar trabalhar escondido de mim e que vai focar na sua recuperação…

– Aria, eu prometo. – Matthew me interrompeu. – Talvez… – Ele desviou o olhar e se afastou.

Continuei olhando para ele, esperando que continuasse. Matthew andou pelo quarto, ele colocou a mão na cintura e com a outra passou pelo queixo. Sua reação está me deixando um pouco nervosa. Falar novamente sobre sua saúde me deixa tensa, porque Matthew é um homem teimoso e se ele colocar na cabeça que quer voltar a trabalhar às coisas vão ficar pior que já estão. É difícil fazer ele mudar de ideia quando ele já decidiu o que quer.

– Talvez se eu não tivesse gritado com você naquela noite. – Matthew está de costas para mim. – Eu não teria mudado de ideia.

Na noite que fiz o desfile de jóias. Matthew não estava bem e quando voltamos para casa eu não pude fingir que não percebi. Parecia que ele iria desmaiar a qualquer momento, eu realmente fiquei preocupada. Ele tinha ficado dias sem falar comigo. Naquela noite Matthew me assustou com a sua reação repentina.

– Gritar comigo te fez mudar de ideia? – Perguntei tentando entender. – Matthew, você está mal há um bom tempo. E você decidiu se cuidar porque gritou comigo? Eu não entendo.

Estou confusa. Matthew sabia dos sintomas e dos riscos, mas mesmo assim continuou levando sua vida normalmente. Agora ele diz que decidiu se cuidar porque gritou comigo? Quantas pessoas sofreram com isso sem saber a verdadeira situação dele?

– Eu me senti muito mal por gritar com você. – Matthew se virou e me olhou. Seu olhar tinha tristeza. – Não queria que isso se repetisse de novo.

Mordi o canto da boca sem saber o que dizer. Matthew está meio que pedindo desculpas? Ele não está dizendo com todas as palavras, mas assumiu que se sentiu mal por gritar comigo. Não parece que está confessando isso porque quer sexo. Matthew riu e isso chamou minha atenção. Por que ele está rindo?

– Não estou querendo sexo, Aria. – Ele inclinou a cabeça para o lado e sorriu. – Mas se você quiser…

– Matthew! – Ele riu mais e revirou os olhos. – Olha, se foi preciso você gritar comigo e assim ver que precisa se cuidar… Eu agradeço por ter gritado comigo. – Matthew não ria mais e eu tinha a sua atenção. – Saúde não se brinca! Muito provavelmente você me esconderia por mais tempo… – Parei de falar e respirei fundo. Fechei os olhos por alguns segundos. Eu não queria chorar na frente dele. – Estamos de férias, não é? – Olhei para ele e sorri. – Vamos falar de coisas agradáveis e felizes.

Como eu falei antes, a gente voltaria nesse assunto de novo, mas não precisa ser agora. Estamos bem no começo das nossas férias e não quero voltar a pensar o pior sobre a saúde de Matthew.

– Aria…

– Eu vou procurar a Lauren, ela tem uma lista para gente. – Falei saindo do quarto. – Quero saber porque esse lugar encanta tanto…

Matthew em passos rápidos conseguiu me alcançar. Ele segurou no meu braço impedindo que eu saísse pela porta. Matthew fechou a porta novamente e ficou na minha frente para que eu não saísse. Não tinha como eu fugir.

– Aria, para de fugir. Para de achar que vou morrer, eu não vou. Não por causa disso! – Matthew está sério, mas sua está neutra. – Prometi me cuidar e eu vou. Pedi sua ajuda por isso mesmo. – Ele me olha por alguns segundos antes de continuar. – Ian está certo.

– Sobre o que?

– Eu escuto você. – Matthew faz careta. – O que é estranho.

– É estranho ouvir a voz da razão? – Brinquei.

Queria aliviar o clima. Se ele me escuta é porque ele confia em mim. Fiquei muito feliz de saber disso. Quem sabe não estamos caminhando para um caminho além do contrato. Não seja idiota, Aria! Não posso pensar desse jeito. Matthew nem fala sobre isso e eu não deveria seguir por esse caminho.

Você nem sempre tem razão. – Bati em seu braço e ele sorriu. Eu deveria ter batido com mais força. – Mas estranhamente eu escuto você e eu prometo, não porque é o certo, mas eu prometo que vou me cuidar. Tenho aprendido com você a ver a vida de outra forma. – Sorri sem graça e abaixei a cabeça. Matthew beijou minha testa e me abraçou.

[...]

Cada vez que eu olho pela janela tenho mais certeza que não queria sair lá fora. A neve parece está bem pior do quando chegamos, eu fico pensando se vamos conseguir sair ou vamos passar os dias de férias presos dentro de casa. Estamos agora na sala aproveitando a lareira, os tios da Lauren saíram cedo. Não sei como conseguiram. O filho deles, o Zane, ficou aqui. Eu queria muito que ele tivesse ido.

Lauren, não foi a melhor época para a gente vir. – Ian fala levemente irritado.

– Eu sei.

Lauren está deitada no chão massageando as têmporas, ela suspirou e mordeu o lábio. Ela também está irritada. Todos estão irritados, Matthew está andando de um lado para o outro e assim tenta manter sua calma. Motivo para tanto estresse? Zane não quer usar fones de ouvido para jogar o seu jogo de celular. Esse jogo dele tem um barulho bem irritante. Matthew suspirou e passou as mãos pelo cabelo.

Queria que o celular fosse o único problema, mas além desse barulho irritante, as poucas vezes que esse menino fala é para encher o saco. Ele nunca se referia a gente pelo nossos nomes ou tio e tia. Zane sempre chama a gente de velho, velhote, muita idade… qualquer forma de nos insultar por sermos mais velhos.

– Garoto, use um fone de ouvido agora ou eu vou forçar você a usar um. – Matthew apoiou as mãos no sofá que Lauren estava deitada. – Vai por mim, você vai querer fazer isso por

– Matthew. – Chamei sua atenção.

Ele não pode falar assim com uma criança.

Zane, por favor. Coloque o seu fone de ouvido. – Ian pediu novamente. – Ou vai para outro canto

está sentado no chão e apoiado na mesinha no centro da sala. O fone de ouvido está em cima da mesa, bem perto dele. Zane olhou para a gente e sorriu debochado, ele voltou a jogar seu jogo como se a gente não tivesse

eu estou falando com

não pode fazer nada contra mim, velhinho. – Zane disse para Matthew e começou a cantar a música

coisas começaram a piorar nesse exato momento. Em passos rápidos Matthew se aproximou dele, pegou o celular com brutalidade e foi até a janela jogando o mesmo para o lado de fora. Lauren sentou rapidamente no sofá, Ian suspirou aliviado. Zane olhou para Matthew com raiva e

– Você não pode fazer isso!

como eu fiz! – Matthew sorriu

contar para meus pais! – Zane

O velhinho aqui não está nem aí. – Matthew sorriu mais deixando o garoto com mais

bateu no próprio rosto deixando todos nós assustados e começou a chorar. Ele gritava mais do que

por favor. Para! – Lauren pediu tampando as orelhas com as mãos. – Vai para seu quarto

ignorou ela e continuou