— Mas, olha, eu acho que, com esse documento, o seu patrimônio pode realmente gerar problemas no futuro.
— Não vai gerar. — Isaac estava parado ao lado do carro.
— Ou então você já planejou direitinho como vai transferir os bens depois?
— Eu não planejo transferir nada. — Isaac soltou um suspiro. — Marcelo, nós nos conhecemos há tantos anos. Você ainda não sabe que tipo de homem eu sou? Eu não vou enganá-la. Patrimônio, dinheiro... tudo isso são coisas passageiras. Eu já tenho uma dívida com ela que jamais vou conseguir pagar. O futuro de uma garota que vivia para a dança foi destruído por minha causa. Que quantia no mundo seria capaz de compensar isso? Não tem preço, Marcelo.
— Então...
— Então, se ela quer dinheiro, eu dou dinheiro. Se ela quer alguma coisa, eu dou o que ela quiser. Ela é minha esposa legítima. Aquilo que é meu também pertence a ela. E você, que é advogado, vem me fazer esse tipo de pergunta?
— Não é isso... É que... e a sua primeira namorada...
— Aurora? Nós nos conhecemos quando ainda não tínhamos nada. Ela é uma mulher que leva os sentimentos muito a sério.
— Certo... tudo bem.
O advogado desistiu do restante do que pretendia dizer. No íntimo, apenas esperava que Isaac realmente cumprisse o que estava prometendo. Quanto a essa história de alguém ser "uma pessoa que valoriza os sentimentos", ele, depois de tantos anos trabalhando na advocacia, já tinha ouvido esse tipo de coisa vezes demais.
Quando Isaac desligou a ligação e se preparou para entrar no carro, só então percebeu que tinha esquecido a pasta. Ao se virar, viu Lorena parada logo atrás dele, segurando-a, com uma expressão ligeiramente distraída.
— O que foi? — Perguntou ele.
Lorena pareceu despertar de um transe.
— Não foi nada. Aqui está a sua pasta.
Ela estendeu a pasta para ele.
Isaac sorriu:
— Muito bem. Agora você não respondeu com uma palavra só. Dessa vez foram várias.
Lorena permaneceu em silêncio.
— Eu vou para a empresa primeiro. Tenho algumas coisas para resolver e estou com pressa.
Com a pasta nas mãos, ele entrou no carro e partiu rapidamente.
Lorena observou o veículo se afastar e, de repente, sentiu um vazio inexplicável dentro do peito.
Ela terminou a sessão de acupuntura no ambulatório quase na hora do almoço. Depois de comer algo simples ali perto, voltou para aguardar o horário da reabilitação.
Na sala de fisioterapia havia macas disponíveis para descanso. Somente por volta das duas da tarde Lorena iniciou os exercícios, auxiliada pela enfermeira. Naquele dia ela estava um pouco melhor do que no anterior. Já não sentia a mesma intensidade de dor. Embora continuasse sendo extremamente cansativo, conseguiu completar toda a sessão com bons resultados.
Quando terminou a reabilitação, tomou banho, vestiu a roupa que havia levado e chamou um entregador para levar as roupas sujas de volta para casa. Depois disso, seguiu para encontrar Priscila.
Priscila tinha desembarcado naquela mesma manhã. Depois de tantos anos sem se verem, estava um pouco mais bronzeada, provavelmente por passar muito tempo visitando obras. Parecia saudável, cheia de energia e vitalidade, bem diferente de Lorena, cuja pele ainda conservava uma palidez quase doentia.
— Olha os meus braços! — Priscila flexionou os bíceps e os tríceps para ela ver. — Este é o resultado de anos trabalhando em obra.
Priscila pegou o celular, visivelmente animada.
Os antigos colegas já tinham escolhido até o bar. Bastava Lorena aceitar, e todos seguiriam para lá imediatamente. Caso ela recusasse, cancelariam a reserva.
— Vamos! — Disse Priscila, empolgada. — Eles já estão a caminho.
O local combinado ficava ali perto. Quando Priscila e Lorena chegaram, os colegas já estavam reunidos.
O entusiasmo com que receberam Lorena superou completamente suas expectativas.
E, sim, todos comentaram sobre a perna dela. Alguns chegaram a observá-la de perto e fazer perguntas, mas sem qualquer malícia ou pena excessiva. Para eles, aquilo parecia tão comum quanto alguém comentar que teve uma gripe ou torceu o tornozelo. Não era algo que definisse quem ela era.
Lorena gostou daquela atmosfera.
Era muito melhor do que o cuidado exagerado de fingir que nada havia acontecido, como se todos precisassem evitar o assunto para proteger seus sentimentos.
Ali, tratavam-na como uma pessoa comum. Uma mulher que apenas tinha machucado a perna.
Foi uma noite agradável.
Todos cantaram músicas antigas dos tempos do ensino médio. Depois de três ou quatro horas cantando, acabaram cansados e se sentaram para conversar. Relembraram histórias do passado e beberam um pouco para animar ainda mais o ambiente.
Levado pelo entusiasmo coletivo, Lorena também acabou bebendo mais do que costumava beber.
Entre aqueles antigos colegas, havia pessoas bem-sucedidas e outras que enfrentavam dificuldades na vida. Quando a conversa se voltou para o passado, o tema dos arrependimentos surgiu naturalmente. Muitos começaram a falar sobre escolhas que gostariam de ter feito de maneira diferente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cinco Anos de Um Casamento Vazio
Livro está mto devagar para sair os capítulos. Fala q coloca pelo menos 5 capítulos por dia. Tem dia q coloca 4 ou 3 e pior tem q vez q não sai nenhum. Uma enrolação....
Eu faço leitura diante aos comentários, como 😡😤, sem empolgação,kkkkk mesmíssima...
Pessoal, observa se site não está debitando além de 7 moedas....
Fiquei sem entender a briga entre Ana e Isaac. E sem entender a discussão por conta da localização do celular. Alguém explica, por favor....
Eu acho que o livro tá se perdendo um pouco. A mesma raiva de Lorena o tempo todo… as mesmas coisas....
Esta muito chato, Alberto é insuportável, não tem romance nenhum no romance, Isaac arrependeu bora voltar os dois juntos e com detalhes românticos...
85921450189 disponível até o capítulo 480 + atualizações inclusas......
85921450189 disponível até o capítulo 480 + atualizações inclusas......
Cinco Anos de Um Casamento Vazio Capítulo 500 2026-10-07 12:10:09 Isaac já quase me matou de raiva nesses 500 episódios,mas ele tem que ficar com a Lorena..🫣...
Lorena está muito chata, não tem mais sentimento pelo Isaac....