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Cinco Anos de Um Casamento Vazio romance Capítulo 206

— Isaac! Isaac, eu estou aqui! Isaac, me salva! — Aurora começou a gritar.

— Aurora! Está tudo bem! Não entre em pânico, não tenha medo, eu já estou chegando! — A voz de Isaac logo veio, ansiosa e apressada.

Muito rápido, Isaac apareceu no patamar da escada, no décimo primeiro andar. O suor já tinha encharcado a camisa dele e o cabelo, que normalmente ficava impecável, caía sobre a testa, pesado de suor.

A primeira coisa que ele fez ao chegar foi encarar Aurora sem piscar.

— Aurora, como você está? Você se machucou?

Aurora apenas chorava. Ela chorava enquanto balançava a cabeça.

Isaac claramente soltou o ar, aliviado, antes de erguer a voz contra o homem de cinza:

— É bom que vocês não tenham encostado nem em um fio de cabelo dela!

O homem de cinza sorriu:

— Interessante.

— Fica tranquilo, a gente só quer dinheiro. Se o dinheiro estiver pronto, dá pra conversar. — Disse o entregador.

O homem de cinza levantou Aurora como se ela fosse um saco leve e encostou uma faca no pescoço dela.

Isaac explodiu na mesma hora:

— O que vocês estão fazendo? Solta ela!

O homem de cinza mostrou um sorriso cruel:

— Primeiro você joga o dinheiro pra cá, depois a gente solta alguém.

— Primeiro solta ela! — A voz de Isaac saiu cortante.

— Ah, é assim… então vamos brincar de um jogo bem interessante. — O homem de cinza trocou um olhar com o outro homem.

O outro homem puxou Lorena do canto onde ela estava jogada.

Quando Isaac viu Lorena, o rosto dele mudou várias vezes.

— O que você também está fazendo aqui? — A voz dele ficou imediatamente fria.

Lorena não respondeu. Ela não tinha como responder, porque a boca ainda estava amordaçada. Ela só pensou que Isaac tinha subido até ali fazia muito tempo e simplesmente não tinha percebido que ela também estava ali. Mesmo que estivesse num canto, bloqueada por alguns dos bandidos, a atenção dele estava concentrada demais em Aurora.

— Sr. Isaac, qual das duas é sua esposa de verdade? — O homem de cinza riu com malícia.

Isaac entendeu tudo num segundo. O sogro problemático dele também estava envolvido nisso. Quando esses caras não conseguiram arrancar dinheiro do sogro, o velho jogou o nome dele no meio, dizendo algo como: “meu genro tem dinheiro de sobra”. Esses homens, claro, foram atrás da esposa dele. Só que, por algum erro no meio do caminho, acabaram trazendo duas mulheres.

— O que vocês querem, afinal? — O rosto de Isaac escureceu.

— Escolhe uma. Quem você troca por quem? — O homem de cinza e o outro homem levantaram as facas ao mesmo tempo, apontando para Aurora e Lorena, e foram se aproximando.

— Eu pago o dobro. Eu quero as duas.

— Hahahaha! — O homem de cinza caiu na risada. — Não tenta me enganar. Eu estou aqui pra receber o que é meu. Se você pagar o dobro, isso vira sequestro com resgate, não é?

— Escolhe uma! A gente fica com uma. Quando estivermos em segurança, soltamos a outra! — A mão do entregador apertou ainda mais a faca contra o rosto de Lorena. A lâmina já roçava a pele dela.

— Calma! — Isaac disse rapidamente. — Solta as duas e eu vou com vocês.

— Você acha o quê, que isso aqui é novela? — O outro homem zombou. — Você acha mais fácil controlar duas mulheres ou um homem grande e forte como você? Por que a gente faria essa troca?

— Vocês mesmos disseram: quem deve paga. Pega o dinheiro e vai embora. Não precisa complicar. — Isaac falou com frieza. — Se tiver que levar alguém, leva ele.

Isaac estava falando de Michel.

— Ah, não! Não! Isaac, não! Eu… eu não quero ir com eles, me… me salva! — Michel tinha ficado o tempo todo fingindo estar apagado, tentando desaparecer no meio da confusão, mas quando ouviu isso se levantou às pressas, se arrastando pelo chão. Os sequestradores o derrubaram novamente com um chute e o prensaram no chão.

— Chega de brincadeira. — O entregador falou. — Isaac, joga o dinheiro aqui.

Isaac olhou para os homens do outro lado. Contou rapidamente cerca de dez. Sabia que não conseguiria enfrentá-los. Se resolvesse tudo com dinheiro, seria o cenário ideal. Mas se eles decidissem quebrar o acordo, tudo desandaria.

— Não confia na gente? — O homem de cinza voltou a sorrir, escorregadio. — Faz assim: você tem duas malas. Joga uma para cá e a gente solta uma pessoa. Quem você quer que saia primeiro?

— Solta a Lorena primeiro! Isaac! Solta a Lorena primeiro! — Aurora gritou ao mesmo tempo em que Isaac hesitava.

— Cala a boca! Quem você pensa que é? — O homem de cinza apertou ainda mais o braço no pescoço de Aurora e apontou a faca para o rosto dela. — Se gritar de novo, eu acabo com a sua cara.

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