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Cinco Anos de Um Casamento Vazio romance Capítulo 262

— O quê? — Aurora explodiu na hora. — Lorena? Que dinheiro ela tem para comprar as roupas de vocês? Você sabe quem é que banca a Lorena? É o Sr. Cunha! Sem o Sr. Cunha ela não é nada!

O assistente sorriu:

— Claro que nós sabemos. A Lorena é a esposa do Sr. Cunha.

Aurora ficou ainda mais cheia de si:

— Se você sabe disso, por que você não deixa o Sr. Cunha encomendar a roupa? Você tem ideia de quem é o Sr. Cunha? Ele é o novo rico de Huambo, o presidente de companhia aberta mais jovem e promissor. Se ele quiser, ele compra essa loja inteira aqui.

O assistente sorriu e assentiu:

— Eu sei.

— Sabe e, mesmo assim, mantém essa atitude? Você não está a fim de vender, é isso? — Aurora ficou cada vez mais arrogante.

O assistente olhou para Isaac, depois olhou de novo para Aurora:

— Nós sabemos muito bem quem é o Sr. Cunha. E nós também sabemos que a Lorena e o Sr. Cunha são marido e mulher. Então, por favor, quem é a senhora?

— Eu… — O sorriso vitorioso de Aurora congelou no rosto. Ela ainda estava com a boca curvada para cima, mas a expressão travou. A voz dela saiu bem mais baixa. — Eu… eu sou amiga dele…

O assistente apenas deu um sorriso educado e não falou mais nada. A mensagem tinha ficado claríssima: ele não ia fazer vestido nenhum para ela.

— Não, espera aí. Você acabou de dizer que só atende cliente da casa. Eu sou amiga do Sr. Cunha, indiretamente eu também sou cliente da casa, não sou? — Aurora se irritou e começou a falar mais alto.

— Me desculpe, senhora. — O assistente respondeu, sempre sorrindo. — A definição de "cliente da casa" e a forma de aplicar essa regra cabem somente a nós.

— Você… No fim, você não passa de um simples fazedor de roupa metido a importante! Qual é a grande coisa? — Aurora xingou, furiosa. — Eu vou te dizer uma coisa: se juntar todas as peças dessa loja aqui, não chegam nem perto do que o Sr. Cunha…

Ela não terminou a frase, porque Isaac interrompeu.

— Aurora, deixa que eu resolvo. — Isaac se colocou na frente dela, bloqueando a visão entre a Aurora enfurecida e o assistente, e falou com calma. — Todo cliente da casa começa como cliente novo. Quando um cliente antigo traz um amigo, esse amigo também vira cliente da casa, não é assim?

O assistente continuou com o mesmo sorriso profissional:

— Isso mesmo. Nós atendemos amigos indicados pelos nossos clientes da casa.

— Prazer em conhecer.

Ronaldo lançou um olhar rápido para a mão estendida, fingiu que não viu e foi direto até a máquina de café.

Aurora ficou furiosa de novo:

— Que tipo de atitude é essa…

Isaac nem teve tempo de segurar Aurora, mas também não deixou que ela fosse muito longe.

— Sr. Ronaldo. — Isaac chamou. — Desta vez eu…

— Sr. Cunha. — Ronaldo cortou a fala dele. — A minha atitude não tem nada de errado. Se o senhor acha que tem, então o problema está no senhor, não em mim. O senhor é que não deveria ter entrado aqui.

Nesses últimos anos, tudo tinha corrido muito bem para Isaac. Quase ninguém conseguia fazer ele engolir desaforo, e situações como aquela praticamente não existiam na vida dele. Por dentro, ele sentiu a raiva subir. Mas, quando ele virou o rosto e viu Aurora, tão obcecada por um vestido assinado por Ronaldo, ele engoliu o orgulho, respirou fundo e sorriu com calma:

— A minha amiga ainda é nova, ela não pensa muito antes de falar. Ela é direta demais, eu peço que o senhor não leve para o lado pessoal. Eu vim até aqui porque admiro o seu trabalho há muito tempo e estou realmente disposto a contratar o senhor para criar um vestido de gala para ela.

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