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Cinco Anos de Um Casamento Vazio romance Capítulo 456

Alberto a segurou depressa.

— Senta, senta. Eu recolho a louça, está bem?

Ele a ajudou a se sentar no sofá. Mesmo assim, Lorena ainda gesticulava com a mão e dizia:

— Eu estou bem. Eu não tenho nada, nada mesmo, de verdade...

— Está bem, está bem. Você está bem. Eu vou arrumar tudo. — Alberto concordou, entrando no jogo dela.

Só que, depois de colocar a louça na lava-louças, Alberto voltou para a sala e viu que ela já havia adormecido no sofá.

Com medo de que ela ficasse desconfortável dormindo ali, ele a chamou baixinho:

— Lorena, Lorena, você quer ir dormir na cama?

Lorena, porém, continuou de olhos fechados. Não havia a menor chance de acordá-la.

Alberto suspirou, pegou-a no colo e a levou para o quarto.

Ela realmente estava bêbada. As bochechas dela estavam vermelhas, como duas cerejas maduras.

Quando ele se inclinou para deitá-la na cama, a respiração quente dela roçou de leve a orelha dele, e todo o corpo de Alberto ficou tenso.

Ele ficou encarando o rosto corado dela e os lábios rosados, como se tivessem sido pintados com pétalas de rosa. Alberto não queria se afastar. Pelo contrário, sentiu vontade de se aproximar mais um pouco, até tocar aqueles lábios, nem que fosse por um breve instante.

Mas ele não podia. Aquilo seria uma falta de respeito imperdoável.

Quando a razão voltou, Alberto saiu apressadamente do quarto.

A princípio, ele correu direto para a porta, pronto para voltar para casa. Mas, ao pensar que Lorena havia bebido demais e poderia passar mal mais tarde, precisando de alguém por perto, ele voltou.

Alberto hesitou por um instante. A energia que ainda lhe restava e a agitação provocada pelo álcool não encontravam uma saída. Então, ele decidiu gastar tudo fazendo uma faxina.

Assim, naquela noite de inverno, enquanto Lorena dormia profundamente no quarto, embriagada, Alberto, cheio de energia, limpou a casa dela inteira, por dentro e por fora, sem deixar um único canto esquecido. Só quando já não aguentava mais de cansaço, ele se deitou na sala. Exausto, apagou assim que encostou a cabeça.

Na manhã seguinte, quando Lorena acordou e seus olhos encontraram os de Alberto, que dormia na sala, ele despertou em pânico.

— Ontem à noite você ficou bêbada. Eu fiquei com medo de você passar mal, por isso eu não tive coragem de te deixar sozinha em casa...

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