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Cinco Anos de Um Casamento Vazio romance Capítulo 478

— Seu namorado é muito bom. — Lorena elogiou. Afinal, só porque a namorada gostava de contos de fadas, ele havia decorado a loja inteira como um conto de fadas. — Ah, é verdade. Então tudo aqui na loja é feito por vocês?

— Sim. Quem faz quase tudo é meu namorado. Eu não levo muito jeito. Eu só fico responsável por vender os doces. — A garota abriu um sorriso doce.

— Que incrível! — Lorena se surpreendeu. — Vários desses doces são típicos da minha terra, Huambo. Seu namorado realmente sabe preparar essas especialidades?

A garota assentiu, sorrindo.

— Sim. Ele é de Huambo.

— Sério? Que bom! — O elogio de Lorena não tinha nenhum sentido especial. Ela apenas comentou de passagem, movida pela sensação de proximidade que naturalmente surgia diante de alguém da mesma terra.

Lorena comprou uma sacola grande de doces. Alberto a carregou para ela, os dois se despediram da garota loira com um aceno e foram embora.

Depois que eles saíram, alguém saiu da área de preparo nos fundos da loja. Essa pessoa ficou olhando para a porta que ainda balançava e para o sino que continuava tilintando. Por um longo tempo, permaneceu em silêncio.

Depois que Alberto entrou no carro, ele ficou lançando olhares de soslaio para Lorena o tempo todo. Quando eles pararam no sinal vermelho, o ciúme dele quase transbordava dentro do carro.

Lorena sempre achava graça daquele jeito dele.

— Que reação é essa agora?

Alberto resmungou:

— O namorado dos outros é bom? O seu namorado não é bom?

Ele conseguia sentir ciúme até disso?

— Alberto, a nossa virtude tradicional é a humildade. Você pode ser um pouco mais humilde?

— Não posso. — Alberto respondeu. — A minha maior qualidade é justamente o orgulho. Olhe para mim.

Lorena pensou que aquele homem devia estar prestes a aprontar alguma.

Então ela viu Alberto abrir a janela do carro e cumprimentar, ao acaso, o motorista do carro parado ao lado.

O motorista vizinho respondeu com entusiasmo:

— Ei!

Alberto sorriu todo satisfeito e apresentou Lorena ao motorista:

— Esta é minha namorada. Ela é a mulher mais bonita do mundo.

Lorena ficou sem palavras... ela teve vontade de estrangulá-lo.

O motorista do outro carro entrou na brincadeira. Ele não apenas elogiou Lorena como se ela fosse uma deusa, como ainda aproveitou para elogiar Alberto também.

O sinal abriu, e os dois motoristas se despediram alegremente.

No cruzamento seguinte, quando o sinal fechou de novo, Alberto abriu a janela outra vez, pronto para repetir a cena.

— Já chega! — O rosto de Lorena ficou vermelho. — Você pode não sentir vergonha, mas eu sinto!

Alberto não se abalou.

— Por que isso seria vergonha? A minha namorada é linda desse jeito. É claro que eu tenho orgulho!

— Você é realmente... — Lorena enfim riu. — Bobo demais!

— Então, afinal, eu sou melhor ou o namorado dos outros é melhor?

— Você é melhor, melhor, melhor! Está satisfeito? — Lorena já não sabia se ria ou se chorava.

— Hm? — Alberto apontou para a própria bochecha.

— A gente fala disso em casa! O sinal abriu! — Mesmo assim, Lorena não conseguiu se segurar e beliscou com força o braço dele.

Alberto não aceitou.

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