Lorena sabia que, se aquilo não tivesse sido armado, quase não haveria chance de aquilo ter acontecido daquele jeito.
Naquele momento, ela nem tinha tempo de descobrir quem tinha montado aquela armadilha, nem com que objetivo. Ela só sabia que, do jeito que as coisas tinham acontecido, ela provavelmente não conseguiria mais tirar o visto a tempo.
Ela olhou em volta na sala de reuniões. A sala ficava na cobertura da empresa. Ela não tinha para onde ir. Ela não tinha como simplesmente pular.
Ela tinha vários números da empresa de Isaac salvos no celular. Ela começou a ligar um por um.
Quando a recepção atendeu, ela gritou, o mais alto que ela conseguiu:
— Me ajuda, por favor! Eu estou trancada na sala de reuniões aqui do último andar, vem alguém me tirar daqui!
Do outro lado da linha, quem atendeu tinha sido a mesma recepcionista de antes. Ela deu uma risadinha fria:
— Ah… então você não conseguiu fisgar o senhor Isaac e a segurança te pegou, né? Bem feito.
Em seguida, a ligação caiu.
Ela ainda tinha, no celular, os números de Breno e de Simão. Eles eram praticamente inimigos naturais dela, se odiavam desde o começo, mas, lá atrás, quando eles tinham se conhecido, como amigos de Isaac, eles tinham trocado contato com ela na frente dele.
Como era de se esperar, nenhum dos dois atendeu.
Eles nunca tinham sido amigos dela. Aquilo só confirmou o que ela já sabia.
Ela se sentou, com a mão tremendo, pegou o celular e digitou às pressas um e-mail cancelando o agendamento do visto.
Depois, ela pegou o copo com o tal “suco de maracujá” que estava sobre a mesa e virou tudo de uma vez.
Bem rápido, ela sentiu o rosto começar a coçar.
Aquilo, com certeza, não era só suco de maracujá.
Ela olhou o horário. Já tinham se passado mais dez minutos. Renata não tinha voltado. Ninguém mais sabia que ela estava ali…
No prédio inteiro, todo mundo continuava trabalhando, organizado, focado nas próprias tarefas, quando, de repente, o alarme de fumaça começou a disparar no último andar. Ao mesmo tempo, as sirenes do prédio inteiro começaram a tocar.
— O que está acontecendo?
Muita gente saiu correndo dos escritórios, se espremendo no corredor, perguntando o que tinha havido.
— Tem fumaça! Está pegando fogo! — Alguém gritou. — Liga para os bombeiros, rápido!
Isaac também escutou o barulho. Ele saiu imediatamente da sala em que ele estava e viu que a fumaça estava saindo pela fresta da porta da sala de reuniões menor.
— Lorena! Lorena! É você aí dentro, Lorena? — Ele gritou.
Ele arrancou as mãos de Aurora com violência, avançou até a porta e começou a chutar com tudo, cada chute acompanhado de um berro:
— Alguém traz a chave! Abre essa porta! Agora!
Com um estrondo, a porta cedeu sob a força dele.
Dentro da sala, o ar estava pesado, escaldante. O fogo já tinha tomado metade da mesa. Os pôsteres de “cultura da empresa” que cobriam uma das paredes já estavam chamuscados, labaredas subindo e se espalhando cada vez mais.
Lorena estava caída no chão, bem perto da porta, como se ela tivesse desmaiado na última tentativa de sair. Ela parecia estar por um fio.
— Lorena! Lorena! — Ele correu até ela, a pegou nos braços e a tirou dali o mais rápido que ele conseguiu. — Chamem a ambulância!
O grito de Isaac ecoou por todo o último andar.
O berro dele também sacudiu Lorena de volta. Ela abriu os olhos com dificuldade, encarou aquele rosto tão conhecido e, ao mesmo tempo, tão distante. Ela levantou a mão, querendo tocar nele, mas a força não veio. A mão dela caiu de volta, sem conseguir alcançar. Ainda assim, ela ensaiou um sorriso frágil:
— Isaac… se eu morrer… você não fica mais me devendo nada… você vai estar livre… Isaac… adeus…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cinco Anos de Um Casamento Vazio
Eu não vejo Alberto uma versão masculina da Aurora, apesar dele ter a agredido ela fisicamente. Trata-se de um cara com autoestima baixa e um casal que não empolga, desanima até ler... No entanto, Lorena e Alberto sem química. O Isaac errou em não defender a Lorena, por diversas vezes, sendo um mas bosta na época, no da justifica, contudo, foi pontuado no texto. Ele foi enganado, um homem fraco. Todavia, carregou a família horrível da Lorena nas costas, como também deixou tudo a Lorena. Os homens de hoje não pagam nem pensão alimentícia, abandono efetivo ... quando companheira adoece muitos somem... Eu torço por uma reconciliação entre Lorena e Isaac. Mas, de forma calorosa que passa emoção......
Sabemos que mesmo sem ter afeto, qualquer ser humano ficam mexido em ver os ex com outras, seja de uma forma Graça a Deus seguiu na vida ou ao contrário... Faltou isso nessa narrativa... Tanto por parte de Isaac e Lorena. Também nem mencionou que a lojinha é herança do pai, Senhor..., tudo escrito de forma fragmentada......
Parei de ler no 460 poucos e pelos comentários tô decidindo se volto a ler,mas tá difícil....
kkkk ainda to no cap 397 mas não aguentei e li os comentários kkkk tô chocada Lorena e Alberto sem condição, Isaac namorando outra pior ainda, Autor pelo amor de Deus bota romance e sentido nessa historia. Vou me agarrar a um fiozinho de esperança do Isaac e a Lorena ficarem juntos em uma reviravalta bem explicadinha....
Parece que o Alberto é uma versão masculina da Aurora....
Se ela não voltar para o Isaac de um jeito bem explicadinho que SEMPRE FOI ELA, que ele a ama, eu vou ficar muito irritada com essa história....
Pessoal, eu não irei gastar meu as minhas moedas com o Alberto- lei Maria da Penha. Por favor, colocam os resumos quem puder, quando a estória ficar interessante, gasto as minhas moedas...
Ela tem que se cansar logo do Alberto ele está insuportável, e voltar para o Isaac...
Vai lançar mais capítulos? Oi esse será o fim?...
A relação de Lorena e Alberto não é normal, não é possível. Para uma mulher que se diz querer uma vida nova, tá fazendo tudo que Alberto quer, tudo é motivo para ele achar ruim e ela abaixar a cabeça para tudo....