Ele quase se esqueceu de que Patrício Freitas trabalhava com Inteligência Artificial.
Ele era um hacker famoso na Dark Web.
O homem de Brien deu o recado e desligou o telefone imediatamente.
Nicolau Cruz olhou para o médico que enfaixava Maria Gomes.
— Quanto tempo mais?
O médico, sob imensa pressão, enxugou o suor da testa.
— Logo, logo. No máximo dez minutos.
Nicolau Cruz franziu a testa.
— Por que tanta demora?
O médico defendeu-se, sentindo-se injustiçado:
— O chefe não pediu para eu ser delicado?
Nicolau Cruz serrou os dentes.
— Eu disse para ser delicado, não lento.
Se aquele não fosse o melhor médico de toda a mansão, com aquela eficiência, Nicolau já o teria mandado para o inferno.
— Movimentos leves atrasam o processo. Se eu for mais rápido agora, termino em cinco minutos!
— Esqueça, termine o curativo. — Nicolau Cruz acenou com a mão, vestiu-se e levantou.
Ele ligou para Belarmino Nunes e ordenou que preparasse a evacuação imediata.
Após notificar Belarmino, Nicolau Cruz ligou para seu subordinado, Danilo Castro.
— Onde você está? — Perguntou Nicolau.
Danilo Castro informou o endereço.
Era o mesmo endereço que Nicolau Cruz havia dado a Patrício Freitas.
Rebeca Lacerda o havia mandado para lá para preparar uma emboscada e matar Patrício Freitas assim que ele chegasse.
— Deixe o "presente" aí, mas não precisa ficar vigiando. Reúna os homens e saia imediatamente.
Se Patrício Freitas descobriu sua identidade e percebeu que foi enganado, ele apareceria naquele endereço despreparado?
A resposta, obviamente, era não.
Patrício Freitas não era estúpido.
Após avisar Danilo Castro, Nicolau Cruz virou-se para Maria Gomes.
O médico acabara de terminar o curativo.
Nicolau Cruz guardou o celular, caminhou até ela, pegou-a no colo e saiu a passos largos.
O médico correu atrás dele.
— Chefe, cuidado para não abrir seus pontos e sangrar.


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