No fim da tarde, Aurora voltou para o apartamento carregando os ingredientes, pronta para preparar o jantar.
Mas recebeu uma mensagem de Davi: [Hoje à noite tenho um compromisso, não volto para jantar.]
O coração de Aurora imediatamente se esfriou pela metade.
Ele dizia: "Eu te perdoei."
Pelo visto, nunca teve a intenção real de perdoá-la.
No dia seguinte, Aurora recebeu outra mensagem de Nelson: [Agora você está satisfeita?]
Uma pergunta seca e sem contexto.
Aurora franziu a testa, cheia de dúvidas.
Ela pensou em perguntar que loucura era aquela, mas acabou apenas bloqueando a tela do celular.
Para gente assim, até uma palavra a mais era desperdício.
Ela então enviou uma mensagem para Júlio: [Me faz um favor, descobre pra mim se aconteceu algo com o Grupo Morais recentemente?]
Júlio foi muito eficiente e ligou para ela antes do almoço.
"Diretora Franco, o Grupo Morais está pegando pesado ultimamente, em uma disputa constante com o Grupo Martins, e conseguiram roubar vários projetos grandes deles."
"Mas ontem mesmo, levaram um tombo enorme!" O tom de Júlio era claramente de quem estava se divertindo com a situação.
"Parece que foi o próprio Sr. Luan quem agiu: montou um projeto-fantasma como isca, o Grupo Morais caiu direitinho e investiu bilhões em fluxo de caixa, que ficaram presos. Até as ações despencaram!"
Aurora estreitou os olhos.
Não era de se estranhar que Nelson tivesse lhe mandado aquele tipo de mensagem.
Será que ele estava colocando a culpa nela?
Júlio ainda comentava do outro lado da linha: "Mas é estranho, sabe? O Diretor Morais parece que ganhou um sexto sentido esse mês, sempre acertando perfeitamente o rumo do mercado. Todos os projetos que ele tirou do Grupo Martins deram lucros incríveis. Não admira que o Sr. Luan tenha decidido entrar em campo pessoalmente."
Sexto sentido?
Aurora esboçou um sorriso frio no canto dos lábios.
Não, ele só, assim como ela, estava vivendo uma segunda chance.
Ele soube usar seu conhecimento do futuro como ninguém.
Um pensamento passou veloz por sua mente.
Se Nelson podia, por que ela não poderia?
Naquela mesma tarde, enquanto Aurora comia uma macarronada que havia feito, ouviu um leve "clique" na fechadura da porta do apartamento.
A silhueta alta de Davi entrou no local.
Aurora ficou surpresa.
Ela pensava que ele não viria mais jantar ali.
Apresada, deixou o garfo de lado e se levantou: "Eu só preparei macarrão para mim, vou fazer algo pra você agora."
Ela foi para a cozinha, pegou tomates na geladeira e começou a lavá-los.
O homem a seguiu, cruzou os braços e se encostou no batente da porta, sua voz grave soando atrás dela: "O pessoal do quartel decidiu: vamos colaborar com você. Todos confiam na sua capacidade."
Aurora se virou com os tomates nas mãos, radiante de felicidade: "Sério? Muito obrigada pela confiança! Eu não vou decepcionar vocês!"
Quando ia se virar para continuar, o homem de repente franziu as sobrancelhas.
Ele se aproximou, pegou os tomates das mãos dela e, aproveitando o movimento, a afastou gentilmente para o lado, dizendo em tom firme: "Deixa que eu faço."
Aurora olhou para ele, confusa.
O homem abaixou os olhos, fixando o olhar nas mãos dela: "O que é isso nas suas unhas?"

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