Desta vez, o jantar beneficente foi ainda mais grandioso, já que o próprio presidente do Grupo Martins, Thiago, estava à frente da organização.
Além disso, como ele havia recebido alta do hospital há pouco tempo, muitas pessoas que queriam visitá-lo, mas não tinham oportunidade, aproveitaram o evento para marcar presença e, de quebra, tentar estreitar relações.
Quando Aurora entrou no salão de festas de braço dado com Davi, o ambiente já estava tomado por vozes e perfumes sofisticados, um desfile de elegância.
Mas ela jamais imaginou que, assim que atravessasse a porta, daria de cara justamente com as duas pessoas que menos queria encontrar.
Do outro lado da multidão, Íris estava de braço dado com sua mãe, Carolina Zanetti.
De longe, Íris lançou um olhar para Aurora, erguendo o queixo com um ar de triunfo.
Aurora realmente não sabia do que ela estava se vangloriando.
Mesmo que os comentários nas redes sociais tivessem sido revertidos graças ao dinheiro da mãe, que contratou agências de marketing para limpar sua imagem, perder a Nuvem era um fato consumado.
Ela mesma, depois de se recuperar e sair do hospital, ainda não tinha retornado ao Grupo Galaxy.
Se continuasse assim, mesmo que Aurora não fizesse nada, William Chaves logo perderia qualquer justificativa para mantê-la como vice-diretora do departamento de tecnologia.
Nesta disputa, Íris havia perdido completamente.
Mas aquele orgulho de Íris durou pouco. Ao pousar os olhos no homem ao lado de Aurora, ela não conseguiu mais desviá-los.
Apertou o braço da mãe, a voz transbordando inveja e admiração: "Mãe, olha só ele... Por que a Aurora tem tanta sorte? Até um marido de casamento relâmpago consegue ser tão bonito!"
Carolina acompanhou o olhar da filha.
O homem vestia um terno branco impecável—uma cor que deveria transmitir suavidade, mas que, nele, não conseguia disfarçar a selvageria que transbordava de sua essência.
Carolina já tinha conhecido muitos homens, mas teve de admitir: aquele era realmente um exemplar fora do comum.
Aquela energia máscula e intensa era tão forte que, além de atrair a filha, até ela mesma sentiu o coração acelerar.
De repente, entendeu por que a filha insistia tanto em conquistar Davi.
Mas, naquela noite, o objetivo era outro.
Carolina desviou o olhar e murmurou baixo: "Depois que resolvermos o Sr. Luan, qualquer homem estará ao seu alcance, não é?"
Dizendo isso, puxou Íris e seguiu em direção a outro grupo de convidados.
Aurora não deixou de notar o brilho de desejo e admiração nos olhos de Íris.
Riu friamente por dentro—realmente, apaixonava-se por qualquer um que cruzasse seu caminho.
Pena pelo Nelson, que era tão devotado a ela.
Segurando o braço de Davi, Aurora caminhou para a área de descanso, onde havia menos gente.
Com a testa franzida, perguntou baixinho: "Você tem certeza de que não há nenhuma evidência ligando aqueles mercenários à Carolina? Eu tenho a sensação de que ela não vai desistir tão fácil e ainda pode fazer algo perigoso contra você. Seria tão bom se conseguíssemos prendê-la de uma vez."
Ela estalou a língua, frustrada.
Naquele dia, do lado de fora do quarto do hospital, deveria ter ligado o gravador do celular.
Quase todos os olhares passavam por ela e se prendiam em Davi.
Ela virou o rosto para observá-lo.
Aquele terno branco fora escolhido por ela mesma.
Já tinha visto o Sr. Luan algumas vezes—ele sempre vestido com ternos escuros e sofisticados, tão impenetrável quanto um bloco de gelo, afastando qualquer um à sua volta.
Por isso, escolhera o branco para Davi, achando que assim não haveria como confundirem os dois.
No entanto, não esperava que o branco, nele, ao invés de suavizá-lo, o tornasse ainda mais selvagem e imponente, como um guerreiro mítico saído das lendas ocidentais.
Aurora sentiu um orgulho inexplicável crescendo dentro de si.
Mas Davi chamava atenção demais.
Daqui a pouco, teria que conversar com alguns filantropos em nome da mãe, e não seria nada prático levar alguém tão chamativo ao lado.
Aurora então se inclinou para perto dele, falando baixinho com um sorriso: "Vou ali resolver umas coisas, fique aqui me esperando, pode ser?"
Depois, acrescentou: "Se alguém vier puxar conversa com você, levante a mão—"
Ela pegou a mão esquerda dele e tocou a aliança no dedo anelar.
"Mostre isto para elas."

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