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Como uma Fênix, Renasce das Cinzas romance Capítulo 49

"Larga a minha mão!" Aurora se debatia.

"Sua mãe já te contou, não é?" O canto dos lábios de Nelson se curvou num sorriso cruel. "Se não fosse por ela, eu nunca teria virado uma criança sem mãe!"

"Foi a Íris, foi ela quem lutou até o fim para levar minha mãe ao hospital!"

"Aurora, você vive dizendo que eu te devo alguma coisa, mas todas as minhas desgraças foram causadas por vocês!"

Aurora ficou completamente atônita, encarando-o em choque.

"...O que você está dizendo?"

"Não finge que não sabe!" O olhar de Nelson era carregado de ódio. "Você já sabe de tudo, não é? Sempre existiu um mar de sangue e vingança entre nós!"

"Você só me trata bem para compensar! E eu só te mimava para, na hora de te abandonar, sentir ainda mais prazer!"

Mas o que ele não esperava...

Na outra vida, depois da morte de Íris e dos pais dela, ele acabou não conseguindo ser cruel.

Aos poucos, ele ficou obcecado pelo corpo dela, viciado em deixar marcas na pele alva de Aurora, em dormir abraçado ao seu corpo macio.

Parecia que só assim ele conseguia preencher todo o vazio e escuridão que sentia por dentro.

Mas ele não podia permitir que a filha do inimigo desse à luz um filho seu.

Por isso, escondeu tudo dela, observando friamente enquanto ela tentava, vezes sem conta, engravidar — e fracassava, uma decepção atrás da outra.

Ele queria que a dor sem fim dela pagasse pelo sangue derramado entre as famílias Franco e Lemos.

A mente de Aurora ficou em branco, um zumbido ensurdecedor.

Ódio mortal?

Impossível.

As duas famílias eram amigas desde a geração dos avós. A mãe de Nelson só sofreu o acidente de carro uma semana após o noivado deles.

No velório, ele se ajoelhou, imóvel, sem responder a nenhum chamado dela. Ela pensou que era apenas tristeza.

Então, ele a odiava? Odiava a Família Franco?

Foi por isso que ele sumiu aquele mês, e foi Íris quem ficou ao lado dele?

Todo o carinho e cuidado que ele demonstrou depois, era tudo encenação?

Só para, no fim, poder observar com prazer a dor no rosto dela ao ser abandonada?

Tudo fez sentido.

Aurora de repente riu, fria.

"Nelson, que provas você tem? Como pode provar que foi minha mãe quem causou a morte da sua?"

Nelson permaneceu parado, como se estivesse pregado ao chão.

O vento soprou, levantando a barra do seu paletó, mas não conseguiu dissipar o frio que envolvia todo o seu corpo.

Esposa?

Ele soltou uma risada sarcástica, o sorriso abertamente desdenhoso.

Impossível.

Aurora não teria arranjado outro namorado tão rápido.

Devia ter contratado um ator só para provocá-lo.

Ela sempre foi assim, imatura.

Diz que quer cortar laços, mas faz de tudo para chamar sua atenção desse jeito?

Afinal, ninguém sabia melhor do que ele o quanto ela o amava.

Com esse pensamento, Nelson ajeitou a gola da camisa e entrou no hospital.

Com o médico, perguntou como se não quisesse nada: "Ah, doutor, Aurora também veio hoje, não foi?"

O médico levantou os olhos para ele, o tom um pouco estranho: "Você não é o namorado dela? Como não sabe que ela está internada?"

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