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Como uma Fênix, Renasce das Cinzas romance Capítulo 609

"Sogra, essa é a nossa primeira vez nos encontrando. Fique com isto, considere como meu presente de boas-vindas!"

A pulseira era totalmente verde-esmeralda, de uma pureza excepcional, brilhando sob a luz quente do abajur com um brilho translúcido e suave. Era evidente que se tratava de uma peça raríssima, algo digno de uma rainha.

O coração de Regina disparou, e ela apressou-se em puxar a mão de volta.

"Dona, de jeito nenhum! Isso é valioso demais, a senhora deve guardar!"

"Pegue!"

O rosto da senhora imediatamente ficou sério, e dos olhos turvos emanou uma autoridade tal que fez o coração de Regina estremecer; ela não ousou insistir.

Regina olhou, aflita, para a filha.

Aurora assentiu levemente para ela.

"Mãe, a vovó está lhe dando, aceite, por favor."

Ela sabia bem que, naquele estado confuso da avó, contrariá-la só serviria para deixá-la nervosa e piorar sua condição.

Sem escolha, Regina afrouxou a mão.

O toque frio e pesado da pulseira pousou em seu pulso, transmitindo ao mesmo tempo uma sensação gelada e um peso inesperado.

Os sentimentos de Regina se misturaram de forma intensa.

Quem afinal era aquela senhora? Assim, de repente, oferecia um tesouro de valor incalculável.

Ao ver Regina aceitar, a senhora voltou a sorrir, satisfeita.

Mas, ao virar o rosto e enxergar aquele maço grosso de envelopes vermelhos dentro do cofre, soltou um "ih!" de surpresa.

"Puxa vida!"

Ela bateu na própria coxa, cheia de remorso, e segurou a mão de Aurora com um ar de desculpa. "Nora querida, veja só minha cabeça! Vovó esqueceu de preparar o seu presente de boas-vindas!"

"Não leve a mal, viu? É só distração mesmo!"

Enquanto falava, pegou o maço de envelopes e enfiou nos braços de Aurora.

"Fique com eles!"

Ao mesmo tempo, sua mão começou a remexer entre as joias do cofre, com uma naturalidade que fez Regina tremer só de olhar.

Logo, ela tirou um colar.

A corrente era de platina delicada, mas o pingente era uma pedra oval do tamanho de um ovo de codorna, brilhando sob a luz como uma chama.

Era um rubi de sangue de pombo, a mais alta qualidade.

Depois de um tempo, sacou o celular e digitou rapidamente.

Logo o cuidador se aproximou, curvando-se respeitosamente.

"Dona, o médico chegou. O tratamento de hoje vai começar."

A senhora franziu a testa, contrariada.

"Nem terminei de conversar com minha nora! Peça para voltarem amanhã!"

"Vovó," Aurora interveio, a voz suave como algodão, "a gente pode conversar a qualquer hora, mas o tratamento não pode esperar."

"Se a senhora se cuidar direitinho, quando estiver bem, eu venho todos os dias, conversamos o quanto quiser, tá bom?"

Mesmo assim, a senhora relutava em soltar sua mão, os olhos cheios de dependência.

Aurora a acalmou, falando docemente por mais um tempo, até que, a contragosto, a senhora assentiu.

Logo dois médicos, de jaleco branco e maletas profissionais, entraram.

Aurora e Regina se levantaram e saíram discretamente do quarto.

A porta se fechou suavemente, isolando o som das vozes baixas lá dentro.

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