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Como uma Fênix, Renasce das Cinzas romance Capítulo 635

Enquanto isso, a publicação de Susana em sua rede social não tinha restrição de visualização.

Fagner navegava distraidamente pelo celular quando seu dedo parou de repente.

Quando aquela publicação surgiu em sua tela, suas pupilas se contraíram bruscamente e todo o sangue sumiu de seu rosto, deixando apenas choque e incredulidade.

Ninguém sabia melhor do que ele que os companheiros de Davi não eram pessoas comuns.

Com as mãos trêmulas, ele discou o número de Susana.

O telefone chamou por um longo tempo e, quando ele pensou que a ligação seria recusada novamente, ela atendeu.

"Alô?"

A voz alegre de Susana soou, como se nada tivesse acontecido.

Os nós dos dedos de Fagner, que seguravam o celular, ficaram brancos. Com a voz seca, ele perguntou: "Você... e ele, se casaram?"

Do outro lado da linha, veio uma risada leve. "Sim, acabamos de assinar, a certidão ainda está quentinha."

Fagner sentiu como se uma pedra gigante estivesse bloqueando seu peito, sufocando-o.

Ele falou com dificuldade: "Você sabe que se casar com ele... é um casamento militar?"

"Claro que sei! Foi exatamente por saber disso que eu estava tão ansiosa para me casar."

Ela fez uma pausa, e sua voz ganhou um toque de zombaria.

"Você sabe como meus pais vivem querendo me usar em casamentos arranjados para benefício da família."

"Se eu me casar com um militar, mesmo que eles tivessem todo o poder do mundo, não poderiam fazer mais nada comigo."

O coração de Fagner afundou um pouco mais a cada instante.

"Então..." ele ouviu sua própria voz trêmula, "você não se casou com ele por amor, mas para se livrar da Família Anjos?"

"Eu também poderia... Por que você não..."

"Você poderia o quê?" Susana o interrompeu sem piedade. "Quem veio me salvar na Família Anjos foi ele, não você!"

Uma única frase deixou Fagner completamente sem palavras.

Um silêncio mortal se instalou entre os dois lados da linha.

Muito tempo depois, ele finalmente reencontrou sua voz e disse, roucamente:

"Desculpe."

"Não precisa me pedir desculpas", a voz de Susana soava magnânima. "A culpa não é sua. Fui eu que insisti em desafiá-los. Eu só queria ver se eles realmente seriam capazes de me levar ao limite por causa de seus interesses."

"Mas..." ela mudou de tom, "como amigo, espero que você possa abençoar a mim e ao Mário."

"E mais uma coisa, não mande mais almoço. Meu marido pode ficar com ciúmes."

Silvana Damaso ligava repetidamente para o número de Susana, mas do outro lado da linha, ouvia apenas a fria mensagem de "fora de área".

Noemi, vendo o desespero de seus pais, sentiu uma mistura de inveja e ressentimento.

Ela gritou: "Parem de ligar! Ela já bloqueou todos nós! Já transferiu até o registro, ela nunca considerou vocês como família!"

"Para que vocês querem uma filha assim? Deixem que ela se vire sozinha lá fora! Vocês já têm a mim, é o suficiente!"

Gil Anjos ergueu a cabeça bruscamente, seus olhos faiscando de fúria enquanto a encarava.

Só naquele momento ele percebeu, tardiamente, que aquela filha adotiva que ele criara desde pequena tinha a intenção de tomar para si tudo da Família Anjos!

"Cale a boca!" ele rugiu. "E tire da cabeça essas ideias que não lhe pertencem! Você não passa de uma criança que adotamos!"

"Por mais que a Susana seja rebelde e imprudente, ela é nossa filha biológica!"

"Se não fosse por você, por ter ofendido a Francisca, a Família Anjos estaria enfrentando esta crise?!"

Noemi cerrou os dentes com força, o ressentimento e a amargura transbordando em seus olhos.

*Por quê?!*

Já que a criaram por mais de vinte anos, tudo da Família Anjos deveria ser dela!

Por que uma garota selvagem, trazida do interior no meio do caminho, deveria roubar tudo o que lhe pertencia?

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