A expressão do atendente ficou pálida, ele rapidamente pegou as roupas e correu para trocá-las.
O rosto de Nelson escureceu de vez. Ele apertou os olhos, fitou Aurora e perguntou: "De onde você arranjou o modelo? Foi aquele da última vez, na porta do hospital? Deve ter gastado uma boa grana, né?"
Susana logo retrucou: "Você acha que todo mundo é igual a você? Que tudo pode ser comprado com dinheiro? Nelson, deixa eu te avisar: é bom você parar de ficar atrás da nossa Aurora. Caso contrário, se prepara para o pior!"
O atendente voltou correndo com as roupas trocadas e, com respeito, entregou-as para Aurora.
Aurora pegou as roupas, sem sequer lançar um olhar para Nelson, e saiu caminhando sem hesitar.
Foi só então que Íris, que estava calada até então, perguntou: "Aurora, naquela noite do jantar beneficente, você estava com o Sr. Luan, não estava?"
Aurora não parou de andar, nem se dignou a olhar para ela.
Mas Susana girou nos calcanhares, mostrou o dedo do meio para Íris, e articulou claramente algumas palavras:
"Amantezinha!"
Depois disso, ela fez uma careta divertida e rapidamente foi atrás de Aurora.
O rosto de Íris ficou instantaneamente vermelho, os olhos logo se encheram de lágrimas, com uma expressão de quem se sentia injustiçada, mas preferia engolir o choro.
Nelson, sentindo pena, a abraçou e consolou em voz baixa: "Não liga para o que a Susana diz. Aquela mulher cresceu no interior, é grosseira demais, nem tem um emprego decente, só voltou para a Família Anjos para depender dos pais, nunca se esforça para nada. Não vale a pena se irritar por alguém assim."
Íris assentiu, mas sua expressão continuava abatida.
Nelson então se virou para o atendente e disse: "Essas duas peças de antes, embrulhe para mim."
Íris olhou para ele, confusa.
Com um olhar indecifrável, Nelson explicou: "Aurora tem bom gosto para escolher roupas. Antes, era ela que comprava as minhas. Assim a gente não perde mais tempo escolhendo."
As unhas de Íris quase cravaram na palma da mão, mas ela manteve aquele sorriso compreensivo no rosto.
"Mas... Nelson, se você usar as roupas que ela escolheu e a Aurora te vir com elas, será que ela não vai entender errado?"
"Relaxa," Nelson deu uma risada fria, com todo o seu ar arrogante, "são só roupas casuais, não tem perigo. E mesmo se ela ver, eu ainda sou melhor que o marido dela!"
Íris apertou as mãos ao lado do corpo e forçou um sorriso.
Do outro lado.
Assim que saíram da loja, Susana estava tão irritada que começou a pisar forte.
"Que raiva! Eu devia ter visto o horóscopo antes de sair hoje, para acabar cruzando com aquele casal ridículo!"
[Estou acompanhando a Susana no salão de manicure. Pedi comida para você, não é nada congelado, pode comer tranquilo.]
Depois de enviar a mensagem, Aurora claramente se sentiu aliviada.
Susana a olhou de lado, já sabendo o que se passava.
Essa história de fazer as unhas era só desculpa: ela estava era fugindo do marido.
Mas, vendo o esforço de Aurora, Susana decidiu não dizer nada.
Já era noite quando Aurora chegou ao apartamento, carregada de sacolas.
Porém, ela simplesmente não teve coragem de levar as coisas para cima.
No fim, acabou guardando tudo no seu quarto.
No dia seguinte.
Aurora estava ocupada com assuntos da empresa quando recebeu uma mensagem de Davi:
[Quando você vai convidar meus amigos para jantar?]

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