NATÁLIA
Eu obedeci e me levantei. Em um instante, Ricardo me puxou para seu corpo, com nossos lábios se conectando com uma paixão irreal.
Meu peito pressionou contra o dele, gerando um prazer pelo meu corpo em ondas.
A língua dele invadiu minha boca, que ainda tinha gosto do sêmen dele. Ele gemeu contra meus lábios, roubando o ar dos meus pulmões.
As mãos de Ricardo seguraram minhas nádegas, apertando com uma força que machucava. Minhas mãos alcançaram sua cabeça, com meus dedos se entrelaçando em seu cabelo macio, cada vez mais forte…
Ricardo desconectou nossos lábios e me chamou para o sofá na sala de estar. Eu o segui com as pernas trêmulas.
Ele me inclinou sobre o braço do sofá, com meu estômago pressionando-o levemente. Eu respirei fundo, antecipando tê-lo enterrado profundamente dentro de mim.
Ele não me fez esperar, fazendo seu pau molhado pressionar contra minha vagina encharcada. Eu respirei novamente, me preparando para a esticada e a queimação de encaixá-lo dentro de mim e deixá-lo me devorar como uma besta.
Ricardo lentamente empurrou a ponta para dentro das minhas dobras molhadas, fazendo-me gemer. Ele fez uma pausa, e eu me queixei.
Um tapa forte atingiu minha nádega, me fazendo gaspar e pressionar minhas mãos contra o sofá.
Eu não consegui nem me virar para vê-lo.
Ele deu um tapa na outra nádega com a mesma força ardente. Eu me contorci, implorando em silêncio para que ele me fodesse logo.
— Está desesperada? — Ele nunca falhou em dizer isso sempre que sabia que eu estava ardendo.
— Ricardo. Eu quero você dentro de mim... — Eu gemi.
— Isso mesmo. Assim que eu gosto. — Ele riu.
E então ele empurrou, me preenchendo e esticando ao máximo. Eu gaspei por ar, segurando o sofá como se minha vida dependesse disso.
Ele se retirou e enfiou seu pau novamente, mais forte e intenso desta vez.
Em nenhum momento ele tentou fazer mais devagar.
Minha boca se abriu, com gemidos contínuos escapando dela enquanto ele entrava e saía rapidamente da minha vagina escorregadia.
A cada impulso, ele atingia um ponto que fazia pontos pretos aparecerem na minha visão com prazer escaldante. O calor se espalhou pelo meu abdômen inferior, descendo pelas minhas pernas e alcançando meus dedos dos pés, fazendo-os se contorcerem.
Seu aperto nas minhas nádegas se tornou bestial, com seus golpes se tornando implacáveis. As coxas dele atingiam minha pele, fazendo o espaço se encher com o barulho além dos meus sons contínuos de prazer.
O nó se formou em meu abdômen, apertando meu centro e sugando Ricardo para dentro. Ele grunhiu com sua voz sexy e sua mão encontrou meu cabelo, puxando até meu pescoço ser esticado em um ângulo doloroso.
Ele aumentou a velocidade à medida que meus gemidos se tornaram mais altos.
Eu cheguei ao clímax, gemendo seu nome repetidamente. Ele atingiu o orgasmo um momento depois, me preenchendo com seu sêmen quente.
Ricardo se retirou de mim e apertou minha nádega levemente. Enquanto isso, eu tentei ao máximo recuperar o fôlego, mas não consegui.
Eu me sentia como um peixe fora d’água.
— Você precisa de ajuda, amorzinho? — A voz arrogante dele caiu sobre meus ouvidos.
Eu empurrei o sofá, me endireitei e me virei para sentar no braço. O sêmen dele ainda escorria de mim junto com o meu.
Quando nossos olhos se encontraram, ele mergulhou e capturou meus lábios novamente. Eu respirei em sua boca, acalmando meu coração, que estava prestes a explodir.
A língua dele permaneceu sobre meus lábios sem invadir minha boca. Ele agarrou minha cintura, acariciando meus lados com os dedos, ajudando-me a regular meu batimento cardíaco.
Quando ele se afastou, ficou um pouco mais fácil respirar sem sentir que iria morrer.
Meu corpo doía. Naquele momento, eu podia sentir a dor na minha nádega, no meu abdômen inferior, nas minhas pernas e na minha garganta.
Meu olhar sonolento se fixou no dele. Eu respirei e me segurei em seus braços, em busca de um apoio necessário.
Um momento de silêncio passou entre nós, com seus olhos penetrando nos meus, buscando algo que apenas a Deusa Lua saberia o que seria.
— Você tem que ficar aqui. Comigo. — Ele falou firmemente.
Eu acenei. Eu não tinha outra escolha.
Ele se inclinou e plantou outro beijo forte sobre meus lábios.
Um pensamento de repente surgiu e minha respiração se prendeu na garganta. — Meus amigos. Se as pessoas do Alfa estão aqui procurando por mim... Elas podem encontrá-los e...
Minha voz estava rouca e falar fazia parecer que minha garganta estava prestes a sangrar.
— Está tudo resolvido. Seus amigos estão com Bernardo, meu Beta. Ele os manterá seguros. — Ele me interrompeu.
Eu engoli em seco e continuei a olhar para ele.
— Não tente fugir. O elevador neste andar é bloqueado por impressão digital. — Ricardo me avisou antes de fechar a porta.
Naquele momento, parecia mais uma situação de refém.
Ricardo saiu durante o dia. Eu tomei banho, roubei uma de suas camisas de botão azul céu e uma cueca do armário dele e fui para a cama no mesmo quarto depois de inspecionar toda a residência.
Como ele disse antes de sair, o elevador realmente era bloqueado por impressão digital. Não importava quantas vezes eu apertasse o botão, ele não subia e a voz robótica irritante me avisava que a impressão digital não havia sido identificada.
Eu sabia que ele havia feito isso para me proteger mais do que para me trancar, então fui para a cama, me sentindo frustrada.
Transar com Ricardo era algo fora deste mundo, porque era a temporada de cio. Claro. Mas quando o desejo diminuía, as coisas se tornavam difíceis de lidar.
Eu queria falar com ele, fazer tantas perguntas, mas sabia que ele não confiava em mim. Não agora, pelo menos. Portanto, ele não iria me responder. Mas isso não me impediu de fazer perguntas.
Eu sabia uma coisa com certeza. Eu queria melhorar as coisas entre nós de alguma forma. Talvez, algum dia, ele pudesse esquecer sua última companheira e me dar uma chance ao amor, em vez de focar na atração do vínculo de companheirismo.
Eu dormi com esses pensamentos e acordei no meio da noite com os mesmos pensamentos.
Eu queria ver meus amigos. Não importava quão brava eu estivesse com eles agora, eu ainda queria ter certeza de que estavam bem e não em modo de pânico.
Jogando o edredom cinza claro para o lado, eu saltei da cama e caminhei para fora do quarto.
Um barulho repentino vindo da cozinha no lado esquerdo da residência me alertou.
Eu suspirei, aliviada que ele tinha voltado.
— Estou com fome, preocupada e brava... E você desapareceu o dia todo. Se você fizer isso... Como eu posso não ter medo de você? — Eu desabafei enquanto me aproximava da cozinha.
Ele tinha uma audição sensível. Eu sabia que ele podia me ouvir a quilômetros de distância.
Quando finalmente entrei na cozinha, meus olhos se arregalaram e minha mandíbula quase caiu no chão.
— Ah, oi!
Em vez de Ricardo, uma mulher na casa dos vinte anos estava na minha frente, vestindo um vestido azul brilhante que mal chegava aos joelhos. Seu cabelo preto e cacheado caía ao redor dos ombros, brilhante e macio, onde seus olhos azuis piscavam para mim inocentemente.
Depois do choque, a raiva surgiu. Era como um soco no meu estômago, enviando todas as minhas emoções positivas para o fundo do poço.
— Quem diabos é você? — Eu sibilei, com meus olhos ardendo como se a lava estivesse prestes a vazar deles.

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