NATÁLIA
— Ah, minha Deusa! Sua loba finalmente está vindo à tona? — Diana agarrou meus ombros e pulou de empolgação.
Eu não achava que sim. Mas meu coração começou a bater rápido novamente.
Meu olhar encontrou o rosto de Ana. Ela estava parada no mesmo lugar, nos observando com olhos confusos.
Não pude deixar de notar algo estranho em suas expressões. Não consegui identificar por que ela parecia tão azeda e perdida. Talvez ela estivesse feliz por mim ou apenas se perguntando sobre o que Diana havia dito.
Ela sempre foi a mais racional de todas nós, de qualquer forma. Ela deve estar se perguntando se o que Diana está dizendo é verdade ou não.
— Luna, por favor, volte conosco. O Alfa vai nos matar se ele vier aqui. — Jake implorou na porta, relutante em entrar na casa do Beta.
— Diga-me, o que mais você está sentindo? Sua audição está melhorando? E sua visão? Você sentiu alguma dor estranha também? — Diana lançou perguntas atrás de perguntas, querendo saber de tudo.
Era assustador como ela estava definindo cada sintoma.
Minha loba realmente estava vindo à tona? Eu engoli em seco e mudei meu foco para o rosto sorridente de Diana.
— Eu... — Meus olhos vaguearam para a parede atrás dela.
Uma enorme foto de Bernardo estava pendurada lá, com um casal atrás dele.
— O que vocês duas estão fazendo na casa do Beta? — Franzi a testa.
— Estamos ficando com ele. Ele disse que não teríamos nossa própria acomodação a menos que nos tornássemos parte desta alcateia. — Ana informou, com um tom amargo.
Minha expressão se aprofundou enquanto eu me virava para encará-la.
Eu podia julgar pelo olhar em seu rosto e no rosto de Diana que elas não gostavam de ficar ali.
Antes que eu abrisse a boca para protestar ou xingar Ricardo por fazer isso, ele apareceu na porta atrás de Ana.
Ele parou na entrada e cruzou os braços sobre o peito.
— O que você está fazendo aqui, amor? — Seus olhos brilhantes me assustaram quando ele me perguntou calmamente.
Eu lhe lancei um sorriso de enigma. Estsvs ferrada, certo?
Ele ergueu a sobrancelha esquerda para mim quando eu não respondi. Um arrepio percorreu minha espinha.
— Visitando minhas amigas. — Murmurei, como se fosse uma criança pega bisbilhotando.
— Vamos para casa. — Ele entrou.
A cada passo dele, eu perdia a confiança que raramente encontrava. Meus ombros caíram.
— Eu não quero ir. — Murmurei, dando um passo para trás.
Ricardo não parou. Ele se inclinou quando se aproximou de mim e me jogou sobre seu ombro abruptamente. Eu suspirei, tentando entender como tudo aconteceu tão rápido.
— Ricardo! — Gritei quando ele se virou e começou a sair.
— Eu não perguntei se você queria ir ou não. — Ele sussurrou.
A escápula dele se enterrava no meu estômago enquanto meu mundo inteiro girava de cabeça para baixo e tremia com seu movimento.
Ana e Diana permaneceram em silêncio desta vez e permitiram que ele me levasse embora como um saco de batatas.
— Ricardo... Me coloque no chão. — Gritei quando saímos pela porta.
Jake e o outro guarda baixaram os olhares quando eu os encarei.
Que merda de vergonha!
Para aumentar minha humilhação, um tapa forte aterrissou na minha nádega. Eu gritei, sentindo a sensação de ardor.
— Fique parada! — Ricardo riu.
— Alfa Ricardo... Nós tínhamos uma conta a acertar, lembra? Considere-a acertada depois disso. — Ri nervosamente e dei mais um passo para trás.
Onde eu deveria me esconder agora?
O sorriso dele se transformou em uma risada. Ele jogou a cabeça para trás e a balançou lentamente.
— Eu não me lembro de nada disso. — Ele olhou para mim novamente após um segundo.
— Eu... Eu... Você sabe... Foi involuntário. — Inventei outra desculpa e engoli em seco.
— Foi mesmo? — A voz dele diminuiu algumas oitavas.
Meu sangue esquentou nas minhas veias. O coração estúpido decidiu deixar o ritmo normal de lado, como sempre.
— Sim... — Respirei, meus olhos caindo em seus lábios deliciosamente macios.
— Então você me acertou vinte e nove vezes involuntariamente? — Ele exalou lentamente pela boca.
Eu desviei meus olhos de seus lábios pecaminosos e me concentrei em seus olhos oceânicos. — Sim.
As sobrancelhas dele se ergueram de diversão. Meus olhos voltaram a cair em seus lábios novamente. O calor subiu para minhas bochechas.
— Você estava contando? — Suspirei ao perceber o que ele acabara de dizer.
— Eu tinha que te pagar, amor. — Ele sorriu para mim.
Quando percebi o olhar sério em seus olhos, sorri de volta e então me virei.
— Ahhh... — Gritei o mais alto que pude e corri.
Ah, minha maldita Deusa! Meu coração pulou na minha garganta quando ele envolveu minha cintura e me puxou de volta facilmente, como se eu fosse uma criança pequena. Minha tentativa de escapar dele falhou horrivelmente.
— Para onde você está correndo? A casa é pequena demais para se esconder, meu amor.

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