Leah lançou um olhar fulminante para Anneliese, o rosto completamente distorcido de raiva. A lembrança de Jameson deitado naquela cama de hospital, sem conseguir dormir de dor, sem forças nem para comer, fazia um ódio cego arder em seu peito.
Essa vad*a com essa cara de oferecida ficou se insinuando pro meu filho! Seguiu ele até a sala reservada pra beber e, de repente, resolve dar pra trás como se fosse santa! E ainda tem a cara de pau de acusar meu menino de tentativa de est*pro!
Anneliese se voltou para Patrick. “Detetive Walen, é permitido ameaçar alguém assim dentro de uma delegacia?”
A expressão dele ficou séria. “Sra. Tate, cuidado com suas palavras.”
Leah ardia por dentro, prestes a retrucar, quando os lábios finos de Jonathan se moveram. “Fui eu quem bateu no Jameson.”
As palavras caíram como um trovão. Não só os Tate arregalaram os olhos em choque, como até as mãos de Zacharias se fecharam, seu olhar imediatamente indo para Jonathan.
O histórico de Jonathan não era segredo, mas sem a permissão dele, Patrick jamais ousou mencionar sua participação nos acontecimentos daquela noite. Por isso, até agora, nem Zacharias nem os Tate sabiam da verdade. Haviam simplesmente assumido que Jessica tinha sido a responsável pelos ferimentos de Jameson.
Só agora Zacharias entendeu o significado das palavras que Jonathan disse pela janela do carro mais cedo.
Então foi ele quem salvou Anneliese naquela noite!
O que subiu em seu peito não foi gratidão, mas pânico puro, raiva e ciúmes.
Ninguém entendia melhor que Zacharias a beleza de Anneliese. Muitas vezes, ele desejava que ela se escondesse, que diminuísse o brilho, que guardasse aquela beleza só para ele. E mesmo assim, no momento mais crítico, quem a salvou foi Jonathan.
O que ele viu? O que aconteceu entre eles? Seus olhos ardiam, vermelhos, consumidos pela tempestade de suspeitas.
Leah explodiu. “Foi você? Quem você pensa que é pra espancar meu filho daquele jeito?”
Alguns minutos antes, o aperto de Jonathan quase tinha esmagado seu pulso, e a presença dele a deixou tão abalada que ela nem conseguiu reagir. Mas agora, a fúria transbordava.
Ao lado dela, o rosto de Stephen Tate ficou sério. “Detetive Walen, esse homem acabou de admitir que espancou meu filho. Por que ele ainda não foi detido?”
O peito de Anneliese apertou de preocupação. Ela abriu a boca para defendê-lo, mas uma garrafa d’água apareceu diante dela. Seguiu os dedos longos e elegantes até encontrar o olhar calmo e tranquilizador de Jonathan. O olhar dele parecia dizer: Não é nada. Fique tranquila.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Construí seu império e vi tudo queimar quando ele me traiu