Afinal, ela era tia do bebê. O irmão agora tinha dinheiro de sobra, então criar uma criança fora do casamento não seria problema algum.
“Cala a boca. Não fala assim da sua cunhada. Você tá completamente sem razão.”
Zacharias ergueu a mão, tomado pela raiva.
Lenora levantou o queixo com teimosia, recusando-se a recuar.
No fim, ele não conseguiu bater nela. A mão ficou suspensa no ar, os dedos se fechando num punho tenso.
Eles cresceram com um pai inútil e, por todos aqueles anos, Lenora sempre se apoiou nele. Ele já tinha se colocado na frente dela para protegê-la. Os três, mãe e filhos, só sobreviveram porque se agarraram uns aos outros.
Ao ver a hesitação dele, Lenora ganhou coragem. A voz dela subiu, estridente.
“A Anneliese é uma vad*a imunda. Barata, sem vergonha, ela…”
A palma dele, por fim, acertou o rosto dela.
Lenora segurou a bochecha, os olhos arregalados em choque, encarando-o com incredulidade.
“Você me bateu? Por causa da Anneliese? Por causa daquela mulher suja e nojenta?”
A voz dela se despedaçou, presa entre o riso e o choro.
“Aquele roxo no seu rosto veio dela, né? Ela te deu um tapa, e agora você desconta em mim. Isso é ridículo.”
As lágrimas caíam enquanto ela ria de dor. Então puxou o celular com as mãos trêmulas.
“Abre os olhos, Zach. A Anneliese foi atrás do homem que eu amava. Ela te trai sei lá quanto tempo. Me diz… Falei alguma mentira?”
Ela enfiou o celular contra o peito dele. Na tela, fotos de Anneliese com Jackson. O rapaz tinha um charme luminoso, quase ensolarado.
O olhar dele para Anneliese era aberto, atento, cheio de um afeto impossível de disfarçar.
Aquela visão queimou os olhos de Zacharias. Com toques rápidos, ele apagou cada foto, deletando tudo.
Como se, removendo as imagens, aquilo nunca tivesse acontecido.
Jogou o celular de volta para ela e encarou a bochecha avermelhada. A culpa apertou seu peito. Ele tirou um cartão bancário e estendeu.
“Não vou cortar sua mesada este mês. Fica com esse cartão também. Sai com suas amigas, viaja, faz o que quiser. Só fica fora da minha vida e para de atormentar sua cunhada.”
“Não esqueci da mamãe. Vou tirar ela de lá em alguns dias. Já tá tudo acertado. Ela não vai sofrer mais.”
Ele tentou afagar o cabelo dela, mas Lenora se esquivou.
Ele suspirou e saiu do quarto.
Assim que entrou no corredor, disse aos dois seguranças: “Vigiem a Lenora. É provável que ela tente ir atrás da Coral. Sigam ela.”
Coral tinha fugido às pressas, sem muito dinheiro.
O cartão na mão de Lenora tinha de sobra. Se ela não gastasse tudo, provavelmente entregaria para Coral.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Construí seu império e vi tudo queimar quando ele me traiu
O preço pode ser mais baixo mas os episódios não são publicados totalmente “limpos”, isto é existem partes em cor azul que não se conseguem ler bem....