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Construí seu império e vi tudo queimar quando ele me traiu romance Capítulo 19

Com certeza, o chefe não estava possuído. Só podia ser um grande mal-entendido.

Enquanto tentava entender o que estava acontecendo, Zion não conseguiu parar o carro a tempo. O veículo passou direto pela mulher e pelo cachorro, levantando uma rajada de vento frio e um redemoinho de folhas secas.

Anneliese se encolheu com o susto, recuando para o canto da calçada e puxando Bisteca para perto.

“Pare o carro.”

O ar dentro do Bentley ficou pesado, gelado. Um arrepio subiu pela nuca de Zion, que pisou no freio sem pensar duas vezes.

O carro parou bruscamente. E então, atônito, ele viu seu chefe, o homem conhecido por ser frio e imune a qualquer romance, abrir a porta e caminhar direto até a mulher na calçada.

Ele estava se aproximando dela!

E tentando falar com ela!

Naquele instante, tudo o que Zion acreditava sobre o mundo desabou.

Anneliese mantinha a cabeça baixa, os olhos fixos no machucado da perna. Tinha caído enquanto fugia por um beco escuro.

De repente, uma sombra bloqueou sua visão. No canto do olho, ela viu um par de sapatos pretos e bem engraxados.

O sangue gelou em suas veias. O rosto empalideceu. Ela tentou correr, mas uma mão firme segurou seu pulso.

Sem hesitar, ela se abaixou e cravou os dentes na mão dele.

O homem soltou um som contido. A voz era baixa, grave, e desconhecida. “Sou eu... Jonathan.”

Anneliese congelou assim que percebeu que tinha mordido a pessoa errada. Soltou devagar e olhou para baixo, dando de cara com o focinho de Bisteca, sentado alegremente aos pés do homem, abanando o rabo com entusiasmo.

“Au!”

Morrendo de vergonha, Anneliese puxou a mão de volta como se tivesse tocado em brasa e deu dois passos para trás. “Me desculpa! É que estavam me perseguindo, e eu achei que...”

Mas, ao encarar o olhar calmo e firme de Jonathan, as orelhas dela ficaram vermelhas. Toda vez que encontrava esse homem, era sempre para pedir desculpas ou agradecer. Parecia que ele surgia sempre nos piores momentos.

“Sua mão tá bem?”, perguntou, culpada.

Jonathan abaixou o braço, escondendo-o da vista dela.

“O que aconteceu?”, perguntou, observando-a com atenção, o olhar pousando no hematoma próximo à têmpora.

Havia algo em seu olhar, claro demais, penetrante demais, que a deixava exposta. Constrangida.

E nem sequer eram próximos.

Ela forçou um sorriso e balançou a cabeça. “Não é nada. Eu só... Tropecei num morador de rua. Me assustei e caí.”

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