Havia um leve sorriso nos lábios de Jonathan quando ele perguntou:
“Tem algum problema com isso, Anne?”
Anneliese hesitou, mordendo o lábio. Mesmo assim, ergueu o rosto, encontrou o olhar dele e disse, com certa incerteza:
“Sei que estou sendo meio falsa falando pelas costas, mas somos amigos. Então… Vou ser sincera. A Selina é encrenca. Juro que ela pode até bancar a boazinha, mas não é. Ela não serve para você. Sei que parece arrogante, mas me escuta, tá? Ela é ótima em deixar as pessoas nas palmas de suas mãos. Não quero ver você virar mais uma vítima.”
Ela juntou as mãos de forma nervosa, observando cada detalhe da expressão de Jonathan, temendo que ele ficasse magoado ou achasse que ela estava criando intriga. Seu maior receio era que ele não acreditasse nela, ou pior, que ficasse irritado.
Porém, nada disso aconteceu. Havia até um traço de diversão em seu rosto. De repente, ele esticou as pernas e se inclinou para frente, diminuindo a distância entre eles.
Anneliese travou na hora. Seus nervos, que já estavam à flor da pele, fazendo sua respiração falhar enquanto seus cílios tremiam com o desconforto da proximidade.
Ela conseguia ver sua própria expressão tensa refletida nos olhos escuros dele.
“É mesmo? Ela é uma mulher má, é isso? Nesse caso… Quem está à minha altura, Annie?”
Annie.
Era o apelido que suas amigas usavam no ensino fundamental.
Fazia anos que ninguém a chamava assim. Hoje em dia, só a Jessica ainda usava o apelido.
Por que ele está usando esse apelido?
E desde quando saberia quem era digna dele?
Por que está perguntando uma coisa dessas?
Anneliese deu tela azul. Simplesmente não conseguia juntar palavras em frases coerentes. E, quando achou que estava oficialmente perdida, ouviu uma batida na porta.
Ela virou rapidamente na direção do som e viu Zion parado ali com uma bandeja. Foi ele quem bateu.
Um suspiro de alívio escapou enquanto ela dizia:
“Isso está com um cheiro ótimo.”
Jonathan lançou a ela um olhar, mas não comentou. Apenas deixou o assunto morrer e acenou para que Zion entrasse.
Ele colocou a bandeja no criado e perguntou, preocupado:
“Sra. Claude, como está se sentindo?”
“Bem melhor agora. Obrigada pela ajuda, Sr. Harland. Sinto muito pelo trabalho, ainda mais sendo tão tarde assim. Foi você quem preparou?”
“Não cozinho tão bem assim. Quem pediu esse prato especial foi o Sr. Fullbuster. Só fiz a entrega. Se quiser agradecer alguém, agradeça a ele. Ele realmente se esforçou pela senhora.”
Quando ele disse ‘se esforçou’, estava se referindo a quando Jonathan a levou de avião para Riveraton.
Anneliese ficou sem graça.
“É verdade, deveria agradecer. É que ele já tem tudo, sabe? Então não faço ideia do que posso fazer para retribuir. Fico até nervosa!”
Zion lançou um olhar significativo para Jonathan antes de dizer, com um sorriso:
“O Sr. Fullbuster não tem tudo, não.”
“O quê?”
“Não está óbvio o que falta pra ele?”


Como ele pôde dizer isso?
Quem em sã consciência falaria uma coisa dessas em voz alta?
Será que Zion arrumou um segundo emprego como cupido?
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Construí seu império e vi tudo queimar quando ele me traiu
O preço pode ser mais baixo mas os episódios não são publicados totalmente “limpos”, isto é existem partes em cor azul que não se conseguem ler bem....