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Construí seu império e vi tudo queimar quando ele me traiu romance Capítulo 23

Nesse instante, uma buzina soou lá embaixo, e Anneliese teve um mau pressentimento.

Jessica correu até a janela, espiou e logo soltou um palavrão. “Ele teve a cara de pau de aparecer aqui!”

Sem pensar duas vezes, arregaçou as mangas, agarrou um haltere de quase dois quilos do chão e marchou em direção à porta.

Com medo de que ela realmente fosse usar aquilo, Anneliese correu para impedi-la. “Não! A gente vive numa sociedade com leis. Se ele se machucar, tudo bem, ele merece. Mas se algo acontecer com você, quem vai sofrer sou eu.”

Jessica hesitou, depois colocou o haltere de volta. Mas, em vez de se acalmar, disparou em direção à cozinha.

Anneliese pensou que ela fosse pegar uma faca e levou a mão à testa, exasperada. Para sua surpresa, Jessica voltou correndo um segundo depois e foi direto para a janela.

Elas moravam no terceiro andar, e Riverview Court era um condomínio antigo, com prédios baixos. Assim que a janela se abriu, Zacharias, que estava encostado casualmente em seu Maybach, ergueu o olhar.

Ele deu alguns passos à frente, levantando o queixo, os olhos estreitos enquanto tentava enxergar a silhueta de Anneliese.

Foi então que Jessica, sem a menor hesitação, virou uma bacia inteira de água pela janela.

Splash!

Zacharias foi rápido, desviou para o lado, mas a barra da calça ainda ficou ensopada. Mesmo no escuro, a expressão dele estava tempestuosa.

Ele lançou um olhar furioso para cima, mas Jessica nem piscou. “E aí, gostou do escalda-pés, Sr. Shaw? Quer outra dose antes de ir embora?”

Só de pensar no homem se unindo àquela mãe bruxa e à irmãzinha mimada para infernizar a vida de Annie, e ainda querer sacrificar o pobre Bisteca, dava em Jessica a vontade de jogar um balde de água fervendo.

“Jessica!”, gritou Zacharias, os olhos cortando a escuridão. “Não pense que eu não subo aí!”

Ela revirou os olhos. “Adoraria ver você tentar!”

Com um estrondo, Jessica bateu a janela e puxou as cortinas num gesto teatral.

Claro que Zacharias não ia desistir tão fácil.

O telefone de Jessica começou a tocar sem parar, e ele, de algum modo, conseguiu passar pela portaria e subir até o andar delas. As batidas na porta começaram... Altas, insistentes, impossíveis de ignorar.

Jessica empurrou Anneliese para o fundo do apartamento. “Vai deitar. Deixa que eu resolvo.”

Ele esperou... Esperou que ela entrasse em pânico, que chorasse, que o implorasse por perdão. Sempre foi assim. Toda vez que brigavam, ela era a primeira a ceder, a se desculpar, a agarrá-lo pedindo que parassem. Então, dessa vez não seria diferente.

Ela só estava fazendo birra. Queria chamar atenção. Se ela amolecesse, talvez ele até deixasse passar.

Mas o rosto de Anneliese permaneceu calmo. Na verdade, ela apenas assentiu. “Certo. Se era só isso que queria dizer, pode ir.”

Os olhos de Zacharias se arregalaram de surpresa. Por um instante, ele ficou imóvel.

Ela havia mudado.

Parecia que não se importava mais com ele. Mas isso era impossível. Ela o amava demais. Sempre amou. Em todas as brigas, era ela quem primeiro cedia, quem pedia desculpas, quem chorava até ele perdoar.

Isso não podia ser diferente agora. Ela estava apenas fingindo. Queria que ele insistisse.

“Quanto mais você age assim, mais eu me canso de você. Nem percebe o quanto é exaustiva.”

“Tô te avisando... Esse joguinho de vai e vem, eu não caio mais. Volta pra casa, pede desculpa no hospital amanhã, leva o cachorro de volta pra loja e promete que nunca mais vai trazê-lo pra casa. Faz isso e a gente encerra o assunto.”

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