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Construí seu império e vi tudo queimar quando ele me traiu romance Capítulo 26

“Pai, mãe, terminei os estudos. Depois que eu comemorar meu aniversário com as amigas este ano, volto de vez para casa. Vou dar um jeito na vida e no amor, podem ficar tranquilos!”

“Que ótimo!”

No instante em que disse que voltaria, a família inteira se iluminou de entusiasmo. Incentivaram-na a correr atrás do amor com coragem, jurando que sempre estariam do lado dela.

Esqueceram completamente quando Zacharias pediu Anneliese em casamento e ela quis ficar com ele. Naquela época, essa mesma família a havia criticado duramente, chamando-a de sem vergonha e dizendo que ela não tinha amor-próprio.

....

Anneliese chegou ao hospital acompanhada de um advogado de aspecto cortante.

Ela tinha acabado de sair do carro, indo em direção à enfermaria quando um Bentley familiar estacionou ali perto.

Jonathan saiu primeiro, seguido por Zion e mais dois rapazes. Anneliese levantou a mão para acenar, mas antes que pudesse chamá-los, eles já caminharam em passo acelerado.

Jonathan liderava o grupo com a expressão severa, passos longos e decididos. De vez em quando inclinava a cabeça para ouvir o homem ao lado e franzia a testa, preocupado.

Será que aconteceu alguma coisa?

....

“Sai! Quem disse que podia entrar?”

No momento em que Anneliese entrou no quarto do hospital, Melody arremessou tudo da mesa na direção dela, berrando de fúria.

Lenora pulou da cama ao lado e apontou para Anneliese.

“Você não ouviu minha mãe? Sai! Fica no corredor e fica de frente pra parede até ela se acalmar! Só volta quando ela mandar!”

Mãe e filha eram idênticas no veneno e na superioridade... Arrogantes, metidas, e cruéis.

Anneliese desviou dos objetos voadores, ajeitou a saia com calma, mesmo sem ter pó algum, e levantou o olhar devagar, encarando Lenora.

“Mas que vira-lata rabugento... Não vai parar de latir?”, perguntou ela.

“Quem está chamando de cachorro?”

“Quem se doeu”, respondeu Anneliese, com um sorriso frio, olhando-a.

A reação de Lenora veio meio segundo atrasada; o rosto dela se contorceu em fúria.

A mordida que recebeu ainda doía... Segundo os médicos, poderia deixar cicatriz e na noite anterior a dor a privara de dormir.

A marca do tapa na sua face agora parecia ainda mais dramática à luz do dia.

Anneliese foi até o sofá, sentou-se e cruzou as pernas. Olhou para Melody e instruiu, em tom seco: “Faça a enfermeira sair. Preciso falar com a senhora a sós.”

Melody achou que ela tentava bancar a durona, mas, no fundo, imaginou que ela realmente vinha pedir perdão e não queria perder a pose.

Lenora riu com escárnio e disse: “Por que pedir pra ela sair? Quero seu pedido de desculpa na frente dela. E quero gravar, cada palavra! Quero lágrimas, ranho, e que se bata na cara antes que eu me dê por satisfeita!”

Ela se virou, sentou-se na cama do hospital e ergueu o queixo com pose de rainha.

Ninguém diria que, poucos anos antes, ela foi uma garota pobre, sem condições, pedindo um par de sapatos novo a Anneliese.

Ela a encarou em silêncio, imóvel.

Lenora murchou com aquele olhar... Era o que mais a irritava.

Era como ser despida.

Corada de vergonha e raiva, Lenora chutou a perna de Joanna. “O que está esperando? Começa a gravar! Quero captar o rosto dela... Lágrimas, soluços, tapa na cara, tudo!”

Joanna gemeu, mas tirou o celular.

Anneliese ergueu a mão e apontou para o lado. “Trouxe um advogado comigo. Tem certeza de que quer gravar esse vídeo humilhante na frente de um assessor jurídico?”

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