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Construí seu império e vi tudo queimar quando ele me traiu romance Capítulo 37

Claudia se inclinou em Christopher com doçura calculada, e ele roçou de leve o rosto dela antes de se virar para a vendedora.

“Não está na hora de liberar o espaço?”

Pegando a deixa, o tom da atendente ficou mais firme. “Senhora, se não for prosseguir com o pagamento, vou ter que pedir que se retire.”

Anneliese ficou imóvel. Fazia dias que não ia às compras e não tinha percebido que Zacharias havia bloqueado o cartão.

E não era um cartão de mesada, tampouco, era a conta conjunta, que continha não apenas o salário e os dividendos dele, mas também os ganhos dela.

O peito apertou. Nunca imaginou que Zacharias fosse se rebaixar a esse ponto, congelando um dinheiro que pertencia aos dois.

Seu rosto empalideceu, mas a voz permaneceu firme. “Um momento. Vou fazer uma ligação.”

Ela se afastou e ligou para o gerente do banco.

“Esta é uma conta conjunta. Meu marido não pode bloqueá-la sem meu consentimento, Sr. Carlton. Isso não é uma violação do dever do banco?”

A resposta de Isaac Carlton foi cortês, porém categórica.

“Sra. Shaw, embora a conta seja conjunta, o Sr. Shaw é o titular principal. A senhora consta apenas como usuária autorizada. Legalmente, ele pode suspender seu acesso.”

Os dedos dela apertaram o celular. A raiva fervia. Tinha sido enganada desde o começo.

Quando se virou, Christopher já estava rindo abertamente, saboreando a humilhação dela.

Anneliese o ignorou. “Deixa pra lá”, disse, seca.

A recusa em depender dele azedou o sorriso de superioridade em seu rosto. Ele deu um passo à frente, bloqueando a saída.

“Por que sair tão rápido? Se quer o vestido, é simples. Provar roupa pode ser cansativo. Ajude minha namorada a experimentar. Se ela gostar do que vê, pago pelas suas peças depois.”

Claudia se aninhou no peito dele, a voz açucarada enquanto murmurava: “Chris, você é sempre tão atencioso. Adoro isso em você. Aquele vermelho... Dá pra ela provar. Quero ver como fica.”

Seu dedo bem cuidado apontou para um vestido vermelho de alta-costura, com uma fenda ousada na perna.

Reprimindo uma risadinha atrás da mão, ela observava com prazer cruel enquanto a atendente levava o vestido até Anneliese.

Anneliese nem olhou para a peça. Em vez disso, lançou um olhar cortante para Claudia e Christopher.

“Tem certeza de que ainda vai querer depois que eu o vestir?”

Sua roupa era simples... Camisa enfiada na calça de pernas largas, sapatos brancos baixos, e um trench coat leve balançando ao andar.

Mesmo assim, sua postura ereta e o ar naturalmente elegante faziam o conjunto parecer refinado.

Mesmo sem levar o rosto em conta, Claudia, baixa e se equilibrando nos saltos, não chegava nem perto.

Jameson a interrompeu. “Somos amigos, não somos? São só alguns vestidos. Vai dizer que acha que eu não posso pagar?”

“Sr. Tate, o senhor só pode estar brincando.”

Pouco depois, a atendente voltou com as sacolas. Anneliese as pegou sem dizer nada, e os dois saíram juntos.

Christopher se levantou num salto. “Anneliese! Não se esqueça de que é uma mulher casada!”

O olhar dela não vacilou. “Minha vida não te diz respeito.”

“Só estou tentando te proteger! Não seja ingrata! Você já passou vergonha e agora sai se exibindo... Não é à toa que o povo comenta!”

Os olhos dela se estreitaram, frios como gelo. “E quem você acha que causou toda essa vergonha?”

Selina White. Cada mancha em seu nome levava a assinatura dela e da família que a apoiava.

Christopher não tinha o menor direito de falar.

Anneliese ainda não tinha provas, mas dívidas como essa não se esqueciam.

Christopher hesitou. O olhar dela o atravessou de tal forma que um incômodo real começou a latejar em seu peito.

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