Jessica, por sua vez, estava prestes a chamar Anneliese assim que a viu. Mas Bisteca foi mais rápido. O cachorrinho correu para dentro do elevador e foi direto em direção a Jonathan.
Jessica olhou para Jonathan, que estava de uniforme de piloto, impecável tanto na aparência quanto no físico.
Imediatamente, sua mandíbula caiu, e ela exclamou: “Meu Deus! Annie, estava mesmo falando sério ontem à noite? Você realmente levou pra casa um piloto aleatório pra se divertir, sua safadinha?”
Num acesso de pânico, Anneliese saiu correndo do elevador e tapou a boca de Jessica antes que ela falasse mais alguma coisa.
O rosto dela estava tão vermelho de vergonha que não ousou sequer olhar para a expressão de Jonathan no elevador e rapidamente arrastou sua amiga para fora dali.
“Você e ele...” Jessica ainda tentava falar, mesmo com a boca tampada.
“Não é o que está pensando!”, disse Anneliese, acelerando o passo.
Assim que saíram do prédio, Jessica se desvencilhou.
“Calma aí! Não precisa sair marchando! Me conta, ele não foi bom o bastante? Quantas vezes numa noite? Estranho... Como é que você ainda está andando levemente, em vez de estar dolorida demais para sair da cama?”
“Amiga, pelo amor de Deus, cala a boca!”
O carro de Jessica estava estacionado logo embaixo. Como se estivessem fugindo de um fantasma, Anneliese praticamente empurrou a amiga pro banco do motorista, e as duas entraram no carro.
Sem alternativa, a jovem deu partida. “Estou te falando, esses pilotos têm uma vida amorosa bagunçada. Vivem voando de um lugar para o outro, se envolvendo com mulheres diferentes. Você pelo menos viu o exame médico dele?”, perguntou, lançando um olhar para sua amiga, que estava no banco do passageiro, com o rosto coberto pelas mãos.
Anneliese esfregou o rosto quente e lançou-lhe um olhar desanimado.
“Ele mora no andar de cima e é casado, e tem uma filha. Você entendeu tudo errado!”
“O quê?”
Jessica piscou, e uma pontada de decepção surgiu em seu peito ao lembrar do rosto bonito, do porte e da presença marcante de Jonathan.
“Ah! Que vergonha! Quero te estrangular!”, reclamou Anneliese, lançando lhe um olhar furioso e erguendo as mãos.
“Ei, dá pra ser um pouco mais gentil com uma velha amiga? A culpa foi sua por me confundir ontem à noite.” Jessica afastou as mãos dela e, sem remorso algum, jogou a culpa de volta.
Anneliese ficou em silêncio.
Na noite anterior, sua amiga tinha insistido em arrumar um encontro pra ela.
Pensando na situação constrangedora do elevador, Anneliese respondeu de mau humor: “Não precisa. O piloto já está comigo no elevador.”
Mas ela jamais imaginou que Jessica fosse cruzar com os dois juntos logo cedo na manhã seguinte. Era óbvio que ela entenderia tudo errado.
Anneliese passou a mão pelos cabelos, num gesto de frustração.
Percebendo que não havia mais o que fazer, soltou um suspiro e disse: “Deixa pra lá. Vamos logo pro supermercado.”
Jessica saiu do condomínio, dirigindo. “Beleza. Hoje deixo você me pedir qualquer coisa de graça.”


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Construí seu império e vi tudo queimar quando ele me traiu