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Construí seu império e vi tudo queimar quando ele me traiu romance Capítulo 49

Ela reconheceu a menina na tela.

Era Lemon, a mesma garotinha que havia se agarrado à perna de Jonathan na primeira vez em que se encontraram.

Anneliese sentiu a mente travar, como se o sistema inteiro tivesse entrado em pane.

Os olhos grandes de Lemon piscavam em confusão enquanto olhava para a figura imóvel no vídeo. Ela levantou a mãozinha e acenou.

“Por que não tá falando nada, moça fofa? Não lembra de mim? Sou a Lemon! Jonathan! Jonathan, por que ela não fala comigo?”

Ela o chama pelo nome. Não de pai. Pensou Anneliese.

A cabeça dela virou devagar, rígida, em direção a Jonathan.

Ele já a observava com um olhar afiado, quase zombeteiro, mas com algo mais frio por baixo.

A garganta dela se apertou. Engoliu seco. E a ficha caiu de uma vez.

Provavelmente havia cometido um erro terrível.

Jonathan inclinou o celular para si, falando com Lemon com uma calma calculada.

“Ela travou. Eu te ligo depois, tudo bem?”

“Tudo bem!”

Lemon sorriu e acenou, e Jonathan encerrou a chamada. O olhar dele voltou para Anneliese, firme, cortante.

“Eu. Sou. Solteiro.”

Anneliese piscou, tentando se recompor. Sua voz saiu trêmula.

“Mas... A joia...”

Mesmo que tivesse entendido tudo errado, mesmo que tivesse escolhido o vestido errado e ele o tivesse devolvido, aquilo ainda dava pra explicar.

Mas joias para outra mulher? Isso não dava pra justificar.

“Abre.”

Jonathan soltou uma risada curta, sem humor. Tomada pelo desespero, Anneliese se jogou em direção à caixinha de veludo. Precisava ver o que havia dentro.

Ela se moveu rápido demais.

Só queria sair daquela situação constrangedora. Acabou colidindo com ele antes que conseguisse se afastar.

Os lábios dela roçaram de leve o pescoço dele, e ela cambaleou de volta para o sofá.

O toque breve ficou queimando na pele de Jonathan. A garganta dele se contraiu, e o olhar escureceu e a voz saiu grave, carregada de significado.

“Então... Qual de nós dois é que está dando em cima de quem?”

Anneliese congelou. Queria se explicar, mas ele continuou.

“Na primeira vez que nos vimos, você me jogou contra a parede, puxou minha gravata e me segurou pelo pescoço.”

Os olhos dela se arregalaram.

“Na segunda, se agarrou no meu braço.”

“Na terceira, você e seu cachorro me atacaram.”

O peito de Anneliese se apertou.

As peças finalmente se encaixaram, tarde demais pra se justificar.

“Mas você estava usando uma...”

“Parei no hangar de manutenção do aeroporto hoje de manhã. Estava com cheiro de óleo. Vim para casa tomar banho. Isso é algum crime agora?”

“Mas você trancou o Bisteca...”

“Então me explica como é que ele está bem ali.”

Ela se virou.

Bisteca estava ao lado da mesa de centro, abanando o rabo.

Seu focinho brilhava de gordura.

Tinha ficado o tempo todo comendo ração enlatada, ignorando completamente os chamados da dona.

A vergonha veio como um peso esmagador.

O peito dela pareceu desabar.

Queria desaparecer. Ou que o chão simplesmente a engolisse.

Mas Jonathan ainda não tinha terminado.

“E sobre trocarmos números? Se isso te incomoda tanto, posso te bloquear agora mesmo.”

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