Dmitri
Eu cresci no meio dos abutres, no meio de toda carnificina e podridão que possa existir. Aprendi desde cedo que somente o mais forte e inteligente sobrevive. Meu pai me cobria de luxos, de mulheres e de cobaias para as minhas invenções e eu adorava. Mas algo dentro de mim gritava por mais, eu precisava de mais, era quase que uma necessidade. Algo dentro de mim implorava pelo sofrimento do outro. Fiquei conhecido por realizar carnificinas e por meus negócios não serem os mais tranquilos.
A vida é movida a dinheiro e o dinheiro compra tudo. Compra felicidade, compra as mulheres mais bonitas e até mesmo uma vida nova se você precisar. É assim que eu penso . Não me interessa de onde essas mulheres saem, não me importo se elas têm ou não família e também nem quero saber, odeio choro, odeio quando imploram pela vida que sabem que vão perder e acho irônico. Muitos vivem reclamando e quando se veem na beira do precipício decidem que querem viver, é ridículo!
Eu sempre apreciei uma boa caçada, sempre gostei de andar na mata gelada e rastrear minhas presas até encontrá-las. Algumas ainda conseguiam ver de onde o tiro veio, já outras não tinham tanta sorte.
Lembro-me que meu pai me atirou aos lobos, mas o que ele não esperava era que eu matasse um por um. Ele sentia orgulho de mim, enquanto tudo que eu sentia por ele era nojo. Certamente eu sou um homem melhor que ele, ou não. Mas agora não importa mais. Uma hora o passado volta pra te pegar, e foi isso que aconteceu com ele. A pessoa que ele menos esperava, uma mulher que ele já nem lembrava, foi a causa da sua brutal morte.
Não consegui evitar um sorriso sincero quando vi o chão branco da mansão alagado de sangue e repleto de corpos por todos os lados, foi satisfatório, me poupou trabalho.
A muito tempo eu sonhava com esse dia, o dia em que finalmente jogaria o velho em um buraco qualquer. Ele sempre me atrapalhou em tudo que eu queria fazer, ele ainda tinha muita influência sob os outros subordinados, mas agora com ele fora de jogo posso finalmente me divertir.
_ Dom Dmitri, você não vai fazer nada a respeito do assassinato de seu pai?
Perguntou um dos conselheiros. Infelizmente sou obrigado a aturar essa gente, mas é só por enquanto, eu ainda vou ter o prazer de colocar uma coleira elétrica em cada um e caçá-los pela mata. É só uma questão de tempo.
_ Foi uma vingança, infelizmente meu pai andou por caminhos que não deveria.
Falei com desprezo, Olivia acabou me fazendo um favor quando se livrou dele.
_ Mas soubemos por fontes confiáveis que a Dom Olivia agiu juntamente com Dom Markus. Não podemos deixar a Alemanha impune!
Rosnei irritado. Minha vontade de eliminar todos na mesa estava gritante!
_ Senhor, se me permite..
Um dos chefes contadores pediu permissão para falar e eu concedi com um aceno.
_ .. nossas cargas estão sendo interceptadas na Colômbia, já perdemos muito dinheiro naquelas estradas. Podíamos tentar um acordo com o líder deles ao invés de derramamento de sangue, poderia ser mais vantajoso.
Disse o rapaz, gaguejando e com a voz trêmula. Pela cara que os velhos olharam para ele, certamente esse não vai durar muito, eles querem sangue, querem vingar a morte do homem que protegia eles de tudo, inclusive de mim.
_ Perfeito!
Falei me levantando. Ajustei meu paletó e saí da sala, deixando os velhos ali. Nunca tive respeito com os mais velhos, até porque nunca precisei e não pretendo ter agora.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Casamento com o Mafioso Cruel