Ivan
Finalmente o grande dia havia chegado. Seria uma cerimônia simples e rápida, eu e nem Ekaterina queríamos uma coisa muito elaborada. Desejávamos apenas oficializar nossa união e retornar para a nossa casa. A cerimônia seria realizada na sala de jantar do Capo, então os únicos presentes seriam o juiz e dois membros do conselho. Ekaterina já estava na casa, por insistência da Alba, as duas vão se arrumar lá e tirar algumas fotos. Não sou fotogênico, sou apenas bonito e mesmo sem uma orelha continuo bem atraente.
Entrei no meu carro e dirigi para a boate, há algumas coisas que quero acertar antes de tirar alguns dias para curtir a minha esposa. Cada dia que passa fica mais complicado resistir aos encantos da minha mulher, ela é simplesmente incrível e muito ingênua para muitas coisas. Por mais que ela tente disfarçar, há muitas coisas sobre a vida que ela não sabe. Eu sei que o pai dela era um cretino, que via ela somente como uma moeda de troca para ganhar vantagem, mas ao menos aquele velho inútil conseguiu proteger a inocência dela sobre algumas coisas.
_ Senhor, é um prazer revê-lo.
Disse um dos soldados responsáveis pela organização da boate.
_ Como estão indo as coisas?
Havia chegado uma nova mercadoria, e todos queriam um pouco de exclusividade. Acabei não dando atenção necessária porque minha única atenção era em Ekaterina.
Caminhei até meu escritório no andar superior do prédio e revisei a contabilidade. Eu ainda tinha um tempo até o horário do casamento. Mandei uma mensagem para minha futura esposa que respondeu imediatamente.
_ Senhor?
Uma mulher entrou na sala. Uma jovem bem bonita e com curvas exuberantes.
_ Sim?
Não é comum elas subirem até aqui sem serem convidadas.
_ Eu queria saber se por acaso podemos conversar..
_ Já estamos conversando !
Respondi seco.
_ Bom, eu queria um aumento, sabe, faço qualquer coisa que o senhor me pedir.
Disse ela com a voz maliciosa. Algumas delas são pagas para estarem aqui, outras estão sendo forçadas. Temos de tudo um pouco.
_ Fale com o contador quando ele vier aqui, se ele autorizar você terá seu aumento.
Voltei minha atenção para os papéis, mas a mulher permaneceu parada na minha frente.
_ O que foi *porra ?
Perguntei irritado.
_ Desculpa senhor, eu pedi a ele e a resposta foi não.
_ Então é não! Você é surda ?
Ela abaixou a cabeça e começou a chorar. Revirei meus olhos irritado.
_ Você só pode estar de sacanagem comigo, *PORRA!
_ Por favor..
Ela se ajoelhou no meio da sala me deixando surpreso.
_ eu preciso desse dinheiro.. minha filha está no hospital, o pai dela nos abandonou e eu não sei mais o que fazer.. por favor!
Ela colocou a testa no chão e permaneceu implorando. Eu nunca fui benevolente, caridoso ou qualquer *porra que tenha a ver com bondade, mas alguma coisa dentro de mim mudou bastante depois que conheci Ekaterina, alguma coisa dentro de mim surgiu, algo que eu não sei explicar.
_ Para de chorar, *PORRA! Odeio choramingos de mulher !
Ela levantou desolada e caminhou em direção a saída.
_ Eu mandei sair ?
Perguntei irritado. Ela virou novamente pra mim e só então percebi os hematomas espalhados pelo corpo magro.
_ Quem bateu em você?
Uma das poucas regras da minha boate é que não se deve, de maneira nenhuma, danificar as mercadorias. Claro, os hematomas não se encaixam nessa regra, mas quem dita tud sou eu.
_ O contador..

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