Alba
Ver a ansiedade do Fantasma estava me deixando com os nervos à flor da pele e ver que minha família me apoiou e não me criticou me deixou inteiramente feliz.
Confesso que não desejava essa criança, na verdade, ainda não desejo. Eu sei que fiz minha parte, eu sei que me cuidei na medida do possível e não era pra isso acontecer, mas como todos me disseram, nenhum método é cem por cento e infelizmente fiz parte dessa estatística da margem de erro. É um pouco frustrante, até porque eu tinha muitos planos para meu futuro na empresa e uma criança pode atrapalhar, atrasar tudo.
_ Chegamos.
Disse meu marido enquanto estacionava o carro na frente de uma clínica. Entramos e estava praticamente vazia. Ele deu nossos nomes e pude notar o olhar da recepcionista nele, como se não tivesse ninguém vendo que claramente ela estava cobiçando o que é meu.
Prizrak não deu nenhum sorriso, apenas pegou nossos documentos e me guiou até o assento.
_ Está sentindo algo?
_ Ódio.
_ Que?
_ Ah. nada.
Ele franziu a testa e passou a mão na minha barriga. Observei a forma carinhosa que os olhos dele estavam pousando em mim, um carinho surreal.
Me sinto um pouco mal por não desejar esse bebê e espero que com o passar do tempo, eu consiga fazer dele o grande amor da minha vida e amá-lo da mesma maneira que minha mãe ama a mim e meu irmão.
_ Senhora Alba Bolshakov?
_ Sim!
Levantei quase correndo e se não fosse as mãos do Fantasma em mim, certamente eu teria pulado da cadeira. Ele me olhou com uma cara nada amigável e eu apenas sorri meio sem jeito. Agora, com essa criança no meu ventre, certamente ele vai surtar de vez.
Entramos no consultório e a doutora sorriu gentilmente.
_ Boa tarde Alba, tudo bem ?
_ Tudo.
_ É sua primeira gestação?
Olhei para o meu marido, ele assentiu e eu contei para a doutora o que havia acontecido da última vez. Sinceramente senti uma fisgada de emoção e tristeza ao falar da minha perda, e só de imaginar que isso possa acontecer novamente meu coração já dói.
Abaixei minha calça até que minha barriga ficasse totalmente visível. Ela passou um gel e começou a procurar, com o aparelho de ultrassom, o pequeno bebê.
Não demorou nada para o bebezinho ser revelado. Fantasma apertou minha mão enquanto fixava os olhos na tela. A doutora começou a fazer algumas medições.
_ Vamos ouvir o coraçãozinho?
_ Sim!
Antes que dissesse qualquer coisa ele já havia respondido por mim. Em poucos segundos a sala pequena se encheu com o barulho ritmado do que parecia ser um tamborzinho.
_ Esse.. esse é o coração dele?
Perguntou meu marido visivelmente apaixonado.
_ Sim..
Respondeu a doutora.
_ … mas não é ELE, acredito que seja ELA.
Disse a doutora com a testa franzida.
_ Nossa, de quanto tempo eu estou?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Casamento com o Mafioso Cruel