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Contrato de Casamento com o Mafioso Cruel romance Capítulo 179

Dmitri

Ficar brigado com ela não é tarefa fácil, é algo que incomoda demais, dói demais e é como uma substância tóxica e corrosiva.

Alba é tudo pra mim e eu já deixei isso claro diversas vezes. É minha esposa, minha companheira e minha amiga. Eu sei que de certa forma ela está certa em ficar chateada com esses acontecimentos, mas Lev precisa ser meu sucessor, se eu criá-lo somente com flores e amor ele não saberá como lidar com situações mais tensas futuramente e isso pode prejudicá-lo, até mesmo tirar sua vida. Eu amo meus filhos, amo minhas filhas imensamente e tudo o que eu faço é pra mantê-las protegidas de tudo e de todos.

Eu queria esfolar vivo o maldito jardineiro, queria e ainda quero. Ele tocou na minha preciosa filha e isso pra mim é inaceitável. Eu não queria ter que enfrentar Alba na frente de todos e não queria que ela tivesse feito isso também mas acabei encurralando-a, ela não tinha opção e eu também não.

Me senti péssimo depois e acabamos brigando direto. Lev não está falando comigo e nem com ninguém da casa, ele é como um fantasma cheio de rancor vagando pelos corredores frios daqui e vejo muito de mim nele, ainda mais nessa fase. Eu odiava meu pai, odiava ele com todas as forças do mundo, só espero que meu filho não me odeie.

_ Vamos pra cama?

Perguntei enquanto acariciava o rosto da minha esposa.

_ Estou com um pouco de cólica, desculpa.

_ Tudo bem, vou trazer uma bolsa de água quente pra você.

Ela deu um sorriso fraco. Esses dias de brigas intensas foi cansativo para nós dois e muito estressante. Ajudei Alba a secar seu corpo tenso, distribui alguns beijos pelo seu ombro e ajudei com a colocação do absorvente, ainda é difícil encaixar esse traço na calcinha. Acho que sou mais rápido montando e desmontando uma arma.

Alba colocou um pijama horroroso e broxante, mas que ao mesmo tempo me faz recordar do nosso primeiro ano de casados.

_ Já volto princesa.

Falei enquanto depositava um beijo nos lábios dela. Desci as escadas e coloquei água para esquentar na chaleira, mas ao olhar pela janela da cozinha uma coisa me chamou a atenção. Lev estava sentado em uma cadeira olhando para o gramado, sozinho.

Deixei a água aquecer e enquanto ela ainda não estava quente o suficiente fui até ele.

_ o que faz na rua? Está frio.

Falei ao tocar o ombro dele.

_ Nada.

_ Nada? Tem certeza ?

Sentei ao lado dele em outra cadeira que havia ali. Ele permaneceu olhando para o gramado, mais especificamente para a estufa que aconteceu toda a confusão.

_ Lev, você pode se abrir comigo filho, somos amigos não somos?

Fiquei com medo da resposta dele e o silêncio veio pra complementar meu medo.

_ As pessoas não gostam de mim.

Disse ele com o rosto inexpressivo.

_ É impressão sua..

Não era, eu sabia que não era e que ele estava certo.

_ Não precisa mentir pra mim papai. Não é como se eu fosse me derramar em lágrimas como a Laena, o senhor sabe bem do que estou falando.

Abaixei minha cabeça tentando pensar em palavras sábias, mas sinceramente acho que meu filho precisa apenas da verdade.

_ Eles têm medo de você.

_ Mas por que? Eu nunca fiz nada demais.

_ Não fez ainda, filho. Você é muito parecido comigo.

_ E por que está me privando dos treinamentos mais pesados? Eu não tenho problemas com sangue e não me importaria em ir em missões, o senhor sabe disso.

_ Porque não quero que aconteça com você o mesmo que aconteceu comigo. Não quero que se torne um garoto fragmentado.

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